Em 1859, ao idealizar o projeto da construção do Cristo Redentor, o capelão Pedro Maria Bos imaginou a estátua do Cristo segurando uma cruz em uma das mãos e um globo terrestre na outra. Por muito tempo discutiu-se qual o melhor lugar para a implantação do projeto. Em 1921, uma comissão de religiosos resolveu que o Morro do Corcovado seria o local adequado para a construção. A idéia anterior era no Pão de Açúcar. Em 1926 o engenheiro Heitor Costa e Silva idealizou o projeto da atual imagem, e a partir daí começa o minucioso trabalho da construção.
A obra teria a estrutura em concreto armado, e seria revestido por um mosaico de pedra-sabão. O pintor Carlos Oswald fez os esboços e Heitor entregou a execução da estátua para o escultor francês Paul Landowski. Em Paris, o artista criou a cabeça, mãos e pés em gesso, tudo em tamanho natural. O restante da estátua foi executado no Rio de Janeiro. Landowski faleceu em 1961 e não chegou a conhecer a sua obra, agora incluída como: as sete maravilhas do mundo moderno.
Todos os recursos utilizados para a construção da estátua vieram de campanhas realizadas em todo o país. Pessoas de diferentes credos ajudaram na campanha, inclusive os índios Bororos, do Mato Grosso. Ao todo as contribuições (na época) somaram aproximadamente 400 mil dólares.
Durante quatro anos, as peças do monumento, de mais de mil toneladas, foram levadas até o alto do morro pelos trens da Estrada de Ferro do Corvado, a primeira ferrovia eletrificada do Brasil, que já existia antes da construção da estátua. O monumento foi inaugurado no dia 12 de outubro de 1931, pelo então presidente Getúlio Vargas. A última restauração ocorreu em 2000, numa parceria entre a Fundação Roberto Marinho, Banco Real, Arquidiocese do Rio de Janeiro, Prefeitura do Rio e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Foram utilizados na recuperação o que há de mais moderno em termos de tecnologia, como a malha de titânio - sistema de corrente elétrica contínua que assegura uma maior resistência ao concreto, - além de lâmpadas de vapor de sódio de 1000 watts, tudo para tornar ainda mais real, a imagem do Cristo Redentor, símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil. E, agora, uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno!...
João Álvares