Internacional

Perfil sobre hippies valoriza as drogas no History Channel

Por Lucas Neves | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Da euforia “flower power” do fim da década de 60 à rebordosa dos anos 70, do nascimento embalado a LSD em San Francisco à sua internacionalização “pasteurizada” (“de butique”, se assim se quiser), da contestação pacífica às ofensivas midiáticas talhadas para as câmeras, o movimento hippie é revisitado em um especial de duas horas que o History Channel apresenta na noite de hoje, às 22h.

A primeira hora aborda principalmente o uso do ácido lisérgico como combustível da turma, que chegou a promover um “megabarato coletivo” na Califórnia para protestar contra a criminalização do uso e da distribuição da droga, em outubro de 66. Além dos hippies, a CIA e um bom número de psicoterapeutas eram entusiastas do LSD, segundo o programa. A primeira patrocinava testes para medir o poder da substância no controle da mente; os segundos viam na droga a mola que empurraria pensamentos e emoções reprimidos para o campo da consciência, onde poderiam ser analisados.

O programa mostra como a onda lisérgica criou figuras “sui generis” na comunidade hippie, como o “milionário do ácido” e o “pope of dope” (algo como “o papa do tapa [na pantera]”, para manter a rima original). Para além do folclore, fica faltando tratar do engajamento político, da liberação sexual e, sobretudo, da música que embalava o desbunde.

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