Política

ETA vai receber R$ 1 milhão da CPFL

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A próxima etapa de recuperação estrutural da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Bauru será a implementação de programa de eficiência energética que vai exigir investimento de cerca de R$ 1 milhão, conforme previsão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) levantada junto à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL).

A estação localizada no Jardim Ouro Verde, que responde pelo abastecimento de 40% do consumo de água do Município, está sofrendo modificações no sistema de captação com a construção de tanques próximos ao rio Batalha. Mas a etapa mais importante estabelecida para a unidade é a de modernização do sistema elétrico.

O consumo de energia representa 30% dos custos fixos operacionais do DAE e somente a ETA contribui com R$ 300 mil de uma fatura total mensal com a CPFL que chega a R$ 1 milhão. “Para reduzir o consumo e implementar a eficiência energética na unidade será necessário mudar o sistema, o que envolve adequações e substituição de equipamentos como as bombas atuais, já com vários anos de uso e mais pesadas e com consumo bem maior de energia que outros equipamentos disponíveis no mercado”, conta o presidente José Clemente Rezende.

Ele lembra que este tipo de investimento atende a um programa de metas que as concessionárias do setor elétrico precisam cumprir com as agências reguladoras em nível federal. O DAE não arca com os custos e o que foi investido integra as metas da CPFL junto à União. “Temos três bombas de grande porte que são utilizadas para puxar a água para a ETA desde a captação no rio. A água sobe a um nível de 140 metros e isso exige muito consumo de energia. Mudar o sistema é um passo. O outro, mais de médio porte, é investir em aumento da capacidade de reservação do sistema o que permitirá ampliar o tempo de descanso de bombas, inclusive em poços, também reduzindo consumo”, argumenta Rezende.

Em acordo firmado na semana passada para o pagamento de dívida da gestão passada renegociada por R$ 10,5 milhões, a companhia privada também se comprometeu em realizar melhorias no sistema de iluminação da sede da autarquia, na rua Padre João.

A ETA consome mais energia na comparação com poços profundos. É que nos poços a água subterrânea bombeada só precisa da adição de clóro e flúor para estar pronta para o consumo, enquanto que na estação o líquido precisa passar por diversos processos antes de estar apta para ser distribuída à população, o que encarece seu preparo.

Segundo o DAE, os 30 poços profundos respondem por 60% do abastecimento da cidade, com capacidade de produção de 1.991.130 m3 de água por mês, contra 1.181.591 m3 mensais da ETA. A instalação de tanques nas proximidades da captação de água no rio Batalha, na ETA, vai permitir pré-cloração, também gerando efeitos sobre a redução do custo com consumo de energia no sistema. Esta etapa está em implantação no local.

Comentários

Comentários