Rio de Janeiro- Foi como ver o time adversário desperdiçar pênalti aos 45 minutos do 2º tempo. Se tivesse acertado sua série a canadense Emilie Heymans teria tirado a medalha de bronze da brasileira Juliana Veloso, na prova da plataforma de 10 metros, do torneio de saltos ornamentais dos Jogos Pan-americanos.
Campeã mundial e medalha de ouro em Santo Domingo, a canadense fez o que parecia improvável: ficou com média 8 em série que costuma tirar 9, as vezes, 10. “Nem sei como ela errou. Esse salto dela é seguro e ela sempre deixa para o final porque quase nunca erra. Hoje, para sorte do Brasil, foi exceção”, comemorou a campineira Milena Canto Sae, a outra brasileira da prova.
Na briga pelo bronze, Juliana Veloso somou 356.25 pontos, enquanto a canadense fez 348,20. “Todas somos humanas e temos chances de errar e acertar. Hoje eu acertei mais do que ela e fiquei com a medalha”, falou uma emocionada Juliana.
“Não tem essa de medalha impossível. Basta acreditar em você mesmo. Caso contrário, é melhor mudar de profissão”, completou a atleta, em resposta ao comentário do também saltador brasileiro Cássio Duran.
A medalha de ouro da plataforma ficou com a mexicana Paola Espinosa, que somou 380,95. A norte-americana Haley Ishimatsu, de apenas 15 anos, conquistou 364.60 e faturou a medalha de prata. Milena Canto Sae foi a 10ª com 267.40 pontos.
Ontem foi dia de final também no trampolim sincronizado de 3 metros. A dupla brasileira, de Cassius Duran e César Castro, ficou em 6º, última colocação, com 373.98 pontos. Venceram os norte-americanos Mitchell Richeson e Troy Dumais, com 422.52.