Política

Calçada em avenida leva a outra medida judicial

Nélson Gonçalves'
| Tempo de leitura: 1 min

A mesma empreiteira que executou de forma irregular as obras na unidade escolar do Bauru I também trouxe dificuldades à administração municipal na instalação calçada em concreto em trechos da avenida Getúlio Vargas durante a gestão passada.

Em outra ação cautelar de antecipação de prova que também tramita pela Vara da Fazenda Pública de Bauru, o laudo pericial aponta que houve desagregação do concreto utilizado nas quadras 14, 15 e 16 da avenida. Segundo o Jurídico Municipal, a empresa foi notificada e teria reconhecido o defeito, solicitando prazo para reparar os problemas. Mas o reparo não veio e a prefeitura foi ao Judiciário.

O contrato para a confecção de 10 mil metros quadrados de passeio público em concreto foi firmado pelo valor de R$ 157.620,00. O laudo pericial assinado pelo engenheiro Denilson Douglas Bernardo identificou trincas no concreto, desagregação do material utilizado e britas soltando, com o acabamento destruído.

Ensaios laboratoriais para auferir a resistência do material utilizado na calçada também confirmaram que ele estava abaixo do especificado em contrato. A Laudemar sugeriu, na ação judicial, que a culpa pela qualidade do produto seria do fornecedor.

A administração reuniu as provas desde agosto de 2006, mas há informações sobre providências tomadas também no âmbito da apuração de responsabilidades pela fiscalização da obra, como acontece com a construção da escola neste momento. A calçada ainda não teria sido recuperada e é aguardada indenização através de ação específica.

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