Há alguns anos atrás, na praia de Camboriú, conheci um deputado argentino, Felipe Gonzales. Discutimos de tudo e concordávamos em quase tudo, menos quando o assunto era o futebol.
A certa altura, o deputado me perguntou as horas. Disse-lhe que nunca usava o relógio. Ele disse possuir um Rolex muito valioso e que não tinha coragem de levá-lo à praia com medo de ser assaltado.
- Prezado deputado: venho há muitos anos a Camboriú e nunca tive notícia de assalto. Eu sou descendente de índios e sei as horas de acordo com a posição do sol. Isto dito, fiz um círculo na areia de 30 cm de diâmetro e coloquei “em pé” no centro um palito.
- De acordo com a sombra projetada, são 9h15. Pode haver um erro de no máximo 10 min. Felipe Gonzales solicitou de um ambulante que passava pelo local e este lhe disse: são 9h20. E assim foi o dia todo. Ele perguntando e eu respondendo com relativo acerto. Ao final da tarde o deputado, curioso, quis saber como funcionava o tal relógio do sol.
- Está vendo aquela árvore frondosa lá no Calçadão? Sim. O que tem debaixo dela? Um enorme relógio digital. Taí o segredo.
Enviada por Cirso Mendes Silveira