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Em Congonhas, Infraero discute mudanças na malha com empresas

Folhapress
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São Paulo - O diretor de operações da Infraero (estatal que adminsitra os aeroportos), Rogério Barzellai, está no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo) para trabalhar na reorganização da malha aeroviária a partir das restrições impostas ao terminal.

Hoje ele se reúne com dirigentes da TAM e da Gol para discutir a utilização dos outros aeroportos que devem receber vôos que seriam de Congonhas - em São José dos Campos e em Viracopos, em Campinas.

Para tentar eliminar a seqüência de atrasos e cancelamentos que Congonhas gerou em toda a malha aérea nacional, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu a venda de passagens para vôos que partam do terminal paulistano. A expectativa é a de que as operações em todo o País sejam normalizadas em 48 horas. Após esse período, os vôos do aeroporto - chegadas e partidas - terão duração de somente duas horas.

Com isso, os aeroportos que receberão os vôos que não podem mais operar em Congonhas terão de ser adequados às nova malha aérea. No entanto, segundo Barzellai, as empresas também tem de se programar para a utilização desses terminais. “O que é de atribuição das empresas é infinitamente maior do que a Infraero tem de fazer (nos aeroportos)”, afirmou Barzellai.

De acordo com o diretor, equipes da Infraero já estão nos terminais de São José dos Campos e Campinas. Para atender os passageiros com segurança, segundo Barzellai, parte e aterrissa no aeroporto de São José um vôo por hora. Em Campinas são seis por hora, além dos cargueiros. “Tirar um vôo daqui e levar para São José, por exemplo, tem de tomar muitas providências, como a logística de tripulação, abastecimento de aeronave, colocação de escada. Não é a Infraero que põe escada, é a empresa aérea. A Infraero administra o aeroporto. Para nós é muito mais simples, por exemplo, botar mais uma máquina de raio X do que deslocar um caminhão para abastecer o avião”, disse o diretor.

Até passar a situação de caos nos aeroportos, causado pelas restrições e fechamentos de Congonhas, as companhias tentam se adequar.

Anteontem, a Gol emitiu um comunicado em que faz um apelo para que passageiros deixem de viajar até a próxima segunda-feira, dia 30, data em que a empresa diz esperar a normalização do fluxo de tráfego aéreo Já a TAM, se antecipou à chuva de ontem e cancelou 36 vôos que sairiam de Congonhas. Outros 22 foram desviados para o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo). Desde o acidente com o vôo 3054, a empresa se recusa a operar em Congonhas sob chuva. Além disso, a empresa também suspendeu a emissão de bilhetes com saídas de Cumbica.

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