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Congonhas tem 76% dos vôos cancelados; pista deve reabrir amanhã

Folhapress
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São Paulo - O aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, teve 76% dos 171 vôos programados para ontem cancelados. Outros dez tiveram atrasos de mais de uma hora, de acordo com a Infraero - estatal que administra os aeroportos do País.

O terminal funciona apenas com a pista auxiliar - única aberta desde o acidente com o vôo 3054 da TAM, no dia 17. Durante a manhã, o terminal operou por instrumentos por cerca de cinco horas.

O número de cancelamentos e atrasos foi alto apesar das medidas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) - entre elas a proibição da vendas de passagens para vôos que partam do terminal - e das empresas aéreas.

Pelo segundo dia consecutivo, a TAM cancelou vôos em Congonhas antes mesmo da abertura do aeroporto; já a Gol pede a seus passageiros que adiem suas viagens ao menos até segunda-feira.

O aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), ficou congestionado no primeiro dia da proibição da venda de passagens no aeroporto de Congonhas. Houve atrasos, filas nos guichês e passageiros dormindo no chão.

Dos 204 vôos previstos até as 19h, 64 (31,3%) sofreram atrasos superiores a uma hora e 14 (6,8%) foram cancelados. Segundo a Infraero, o motivo foi a “bagunça” causada na malha aérea das companhias pelos vôos alternados de Congonhas - até as 15h50, 32 vôos foram deslocados para Cumbica.

Outro fator foi a neblina, que reduziu a visibilidade. Entre 6h29 e 10h, os aviões foram operados manualmente. Segundo um controlador do Cindacta-2 (Curitiba), a sobrecarga em Cumbica obriga, desde o início da semana, mais aviões a voar em círculos, na espera para pousar. Eram quatro nessa situação no entorno de Curitiba na segunda pela manhã, antes de ir a Cumbica.

Ontem, passageiros discutiram com funcionários da Gol e houve tumulto. As filas só não foram maiores pois a TAM desistiu de vender passagens também em Cumbica.

Ontem, a Infraero anunciou que a pista principal pode reabrir amanhã. A estatal iniciou ontem o processo de confecção de ranhuras - também conhecido como “grooving” - na pista principal do terminal. O processo era previsto para começar na noite de anteontem, mas só foi iniciado às 11h de ontem devido ao mau tempo.

A pista principal do aeroporto de Congonhas passou por reforma recentemente, mas foi entregue sem as ranhuras no dia 29 de junho. Problemas na pista são apontados como uma das hipóteses para o acidente com o vôo 3054. A obra deve durar cerca de 40 dias.

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