Lá atrás, no início de sua gestão, o prefeito sr. Tuga Angerami (sem partido) fez a seguinte opção: fazer um governo técnico (administrativo) em detrimento ao aspecto político (social) da gestão.
E essa foi sua escolha. Agora, senhor prefeito, como agente público, experiente político, será que não daria para ter feito as duas coisas (técnico e político) mesmo que em graduações diferentes? Por que abdicar o lado político que lá na frente daria a continuidade necessária ao bom trabalho administrativo? O critério parcial dessa escolha não foi um erro inicial de lógica? Todos sabemos que a popularidade se gasta pelo simples ato de governar, mas, no seu caso, por que tamanho desgaste? Agora, o resultado aí está, coisas boas começam a acontecer, mas a população como um todo vai demorar a perceber, e a resposta para isso é simples: um governo eleito com tamanha expectativa como foi o seu, não poderia gerar frustrações na mesma medida. Faltou comunicação de governo? Faltou, faltou recursos iniciais (estadual - federal) para investimentos? Faltou; faltou descentralização? Faltou; faltou auto-crítica? Faltou. Mas sabe qual foi a maior falta? Faltou empenho político, vontade política para consolidar uma base político-partidária (local) com vínculos estaduais e federal, para logo de início de sua gestão pública, saldar débitos, recuperar e aumentar créditos e iniciar investimentos em políticas públicas sociais desde o início de governo (sobrou planejamento de poder e faltou - e como - planejamento de governo).
Para que isso acontecesse sua excia. deveria ter usado toda sua experiência política para criar uma aliança político-partidária (força política) unificada e consolidada para atingir objetivos de gestão política a médio e longo prazo, e isso porventura aconteceu? Definitivamente, não! Mas o fator político é tão importante assim? Desde sempre foi e continuará sendo, e não por acaso a cidade de Marília elegeu três deputados e Bauru, com um coeficiente eleitoral bem maior, elegeu apenas um, aliás, sobrecarregando este.
Mas o prefeito não foi eleito para fazer política e sim para governar (administrar) a cidade, dirão alguns. Só que na hora da eleição, a população irá votar no político e não no administrador, não é? Tudo isso quer dizer que o senhor Tuga poderia até o fim do seu mandato realizar um bom governo administrativo, mas poderá também, entregar de bandeja para um outro grupo político qualquer a sucessão de seu governo (custo político). Lógica? Nenhuma, ou melhor, pouca. Mas não tanto quanto poderia ser.
Aurélio da Silva Braga - RG 12.912.493