Internacional

Sul-coreano é morto pelo Taleban

Folhapress
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Cabul - Os seqüestradores do Taleban mataram um refém sul-coreano no Afeganistão e ameaçam matar os outros 22 sul-coreanos seqüestrados se suas exigências não forem atendidas até às 17h30 (horário de Brasília) de ontem, confirmou ontem um porta-voz do movimento radical islâmico. Uma autoridade do governo local confirmou a morte.

O corpo da vítima tinha marcas de dez tiros na cabeça, peito e estômago, e foi encontrado na área de Mushaki, no distrito de Qarabagh, Província de Ghazni, segundo o policial Abdul Rahman.

O Taleban acusa o governo afegão e negociadores da Coréia do Sul de não agirem de boa fé após terem rejeitado uma lista exigindo a libertação de oito rebeldes talebans presos. Outra exigência dos seqüestradores era a retirada das tropas sul-coreanas do Afeganistão. “Se o governo de Cabul não está pronto para libertar nossos reféns, então até a 1h (17h30 de Brasília), os demais reféns serão mortos”, ameaçou. “Esse horário é o último prazo.”

O prazo dado pelos seqüestradores já havia sido adiado duas vezes, no domingo e na segunda-feira. Segundo o porta-voz do Taleban, o refém sul-coreano foi morto numa área desértica em Qarabagh, no distrito de Ghazni, perto de onde os 23 reféns - 18 mulheres e cinco homens - foram capturados na principal estrada ao sul de Cabul na semana passada. Ele negou reportagens publicadas na Coréia afirmando que o movimento radical islâmico pretendia libertar oito dos reféns.

Homens armados do Taleban pararam um ônibus e seqüestraram 23 passageiros sul-coreanos em uma rodovia que leva à capital do Afeganistão, Cabul, anunciou o grupo na última sexta-feira. Inicialmente, um porta-voz do Taleban informou que eram 18 os reféns sul-coreanos, mas a informação foi retificada por autoridades locais.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, defendeu não trocar prisioneiros por reféns após ter sido criticado no país e no Exterior por libertar da prisão cinco talebans em março, em troca de um repórter italiano. Mas o presidente afegão e seu gabinete mantiveram silêncio sobre esse último seqüestro.

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