Polícia

Laudo aponta que mecânico morto pela PM não estava alcoolizado

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O exame para verificar dosagem alcoólica e a presença de drogas no organismo do mecânico Jorge Luiz Lourenço, morto com um tiro ao ser perseguido por três policiais militares em abril deste ano em Bauru, já foi anexado ao inquérito da Polícia Militar (PM) e encaminhado ao Ministério Público do Tribunal de Justiça Militar. O resultado do exame toxicológico foi inconclusivo e o alcoólico apontou a presença de 5 decigramas de álcool por litro de sangue, ou seja, ele havia ingerido bebida, mas não estava embriagado.

No final de junho, o Ministério Público do Tribunal de Justiça Militar enviou o inquérito ao Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4), em Bauru, solicitando o resultado do laudo, que só saiu na última sexta-feira. De acordo com o comando do CPI, essa requisição já era esperada, porque a PM tinha um prazo para concluir o inquérito e o laudo não tinha ficado pronto até o término deste prazo.

Segundo o CPI-4, no laudo a polícia científica informa que não havia possibilidades de resultado no exame toxicológico, por insuficiência de material enviado. Já no de dosagem alcoólica, o resultado foi de cinco decigramas por litro. De acordo com o médico Ivan Segura, diretor do Instituto Médico Legal (IML), a norma estabelece a coleta de 10 mililitros de sangue para esses exames, 5 mililitros para cada um.

Sobre o resultado, Segura observa que pelo resultado do exame de dosagem alcoólica, Lourenço ingeriu bebida, mas não o suficiente para considerar que eleestivesse embriagado. Com o resultado do laudo, o inquérito foi novamente encaminhado ao Ministério Público do Tribunal de Justiça Militar que, agora, deve avaliar se apresenta ou não a denúncia ao juiz. Enquanto isso, a Polícia Civil ainda não concluiu o inquérito sobre o caso.

Segundo os policiais envolvidos, no dia 5 de abril, antes de ser atingido, Jorge pilotava uma moto com a placa virada. Por esse motivo, uma patrulha pediu que ele parasse no entroncamento da rua Araújo Leite com a avenida Nuno de Assis. Ele não teria atendido à ordem e tentou fugir em alta velocidade. Foi perseguido, trocou tiros com a patrulha e foi baleado na cabeça num matagal ao lado da avenida Rosa Malandrino Mondelli. Segundo a família, trata-se de uma pessoa honesta que teria sido executada.

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