Cultura

Na pele de Gandhi

Da Redação
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“Gandhi, Um Líder Servidor” convida a platéia a fazer uma longa e sensível reflexão sobre a liderança e a não-violência, além de introduzir princípios ético-filosóficos nas relações humanas ao falar sobre integração, cooperativismo e amor. O espetáculo, com João Signorelli, será apresentado hoje, às 20h30, no Serviço Social do Comércio (Sesc).

A peça, de Miguel Filliage e Bene Catanante, com direção de Miguel Filliage, apresenta a maneira particular e exemplar como Gandhi se relacionava com os outros. Para ele, não havia diferença entre esse ou aquele: “todos eram seres humanos e espirituais buscando experiências terrenas para alcançar uma nova consciência e evoluir com mais rapidez”, diz o material de divulgação.

Há dois anos, Signorelli dedica seu trabalho ao monólogo “Gandhi, Um Líder Servidor” que ganha peso com sua consistente interpretação, onde o ator convence e emociona. Em cena, ele vive Gandhi anunciando o início de mais um jejum para despertar a consciência dos líderes do Ocidente e do Oriente para a paz mundial.

O jejum que o líder propõe não exige grandes esforços físicos. Gandhi pede para os povos deixarem de se alimentar com pensamentos desequilibrados, preconceitos e sentimentos sombrios. O final do espetáculo invoca a fé ao traçar a trajetória de Gandhi como líder, acentuando a importância de sua conduta única.

• Serviço

Espetáculo “Gandhi, Um Líder Servidor” será apresentado hoje, às 20h30, no ginásio de eventos do Sesc (avenida Aureliano Cardia, 6-71). Ingressos por R$ 4,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes), R$ 8,00 (usuários inscritos, estudantes com comprovante, professores da rede pública e maiores de 60 anos) e R$ 16,00 (demais interessados). Mais informações: (14) 3235-1751.

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Mohandas Karamchand Gandhi

Mais conhecido por Mahatma Gandhi, o líder pacifista da humanidade nasceu no dia 2 de outubro de 1869, na Índia. Ele foi um dos idealizadores e fundadores do moderno estado indiano e um influente defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.

O princípio do satyagraha, freqüentemente traduzido como “o caminho da verdade” ou “a busca da verdade”, também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racistas, incluindo Martin Luther King e Nelson Mandela.

Mais novo dos três filhos de Karamchand Gandhi (Kaba Gandhi) e sua esposa Putlibai, aos 13 anos Mahatma Gandhi se casou com uma garota da mesma idade, conforme as tradições locais. Formou-se em direito em Londres e, em 1891, voltou para a Índia para praticar a advocacia.

Dois anos depois, foi à África do Sul, também colônia britânica, onde iniciou um movimento pacifista, lutando pelos direitos dos hindus. Voltou à Índia em 1914 e difundiu seu movimento, cujo método principal era a resistência passiva. Negou colaboração com o domínio britânico e pregou a não violência como forma de luta.

Em 1922, organizou uma greve contra o aumento de impostos, na qual uma multidão queimou um posto policial. Detido, declarou-se culpado e foi condenado a seis anos de detenção, mas saiu da prisão em 1924. Em 1930, liderou marcha para o mar, quando milhares de pessoas andam mais de 320 quilômetros a pé, para protestar contra os impostos sobre o sal. Gandhi morreu no dia 30 de janeiro de 1948, assassinado por um hindu. Estava com 78 anos. Parte de suas cinzas foram lançadas às águas sagradas do Rio Jumna.

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