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Pan 2007: Atletismo do Brasil ganha um ouro e duas pratas

Por Folhapress | AE
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Rio de Janeiro - Bastaram pouco mais de quatro minutos para Juliana Gomes dos Santos, 23 anos, deixar de ser só a mulher de Marílson e se tornar campeã pan-americana. Sem ser apontada como candidata ao ouro, a meio-fundista surpreendeu as adversárias para triunfar ontem nos 1.500 m, com o tempo de 4min13s36.

Minutos antes, Marílson, seu marido, esse sim favorito, havia perdido o título dos 10.000 m, no final, para o mexicano Jose Galván. Desanimado, desabou na pista após a chegada. “Havia pensado em desistir. Mas o apoio da torcida me deu forças para seguir até a chegada”, relatou Marilson, que já ficara com o bronze nos 5.000 m. O desânimo do corredor contrastava com o entusiasmo da mulher, que perto dali, fazia aquecimento para sua prova. Juliana disse que teve que se controlar até chegar à pista. “Sempre fico nervosa quando vejo o Marilson correndo. Mas ali tive que me acalmar logo. Minha prova seria em seguida”, disse Juliana, conhecida por seus berros durante as competições do marido.

Na entrada, recebeu recado de Adauto Domingues, técnico de ambos. Ele lamentou a perda do ouro de Marílson e pediu que Juliana conseguisse o título no Rio que faltava à família. Já na prova, Juliana se manteve no pelotão principal. Na última volta, deu seu sprint a 300 metros da chegada, e não foi ameaçada por ninguém. A norte-americana Mary Harrelson chegou quase dois segundos atrás da brasileira. O pódio foi completado pela colombiana Rosibel García Mena.

“Essa medalha é para o Marilson também. Ele me dá apoio psicológico. Tem experiência que eu vou demorar anos para conseguir”, declarou Juliana. “Fico feliz. Se fosse para escolher um para ganhar o ouro, daria para ela. A Juliana precisava disso mais do que eu”, disse o marido. O campeão da Maratona de Nova York-06 e recordista sul-americano dos 5.000 m e 10.000 m pode ter a companhia da mulher em nova competição: as Olimpíadas de Pequim.

Keila é prata

No salto em distância, Maurren Maggi e Keila Costa sobraram, com ouro e prata, respectivamente. Mas, dois dias depois, no salto triplo, a história foi bastante diferente. A paulista nem chegou ao pódio (ficou em quarta).

A pernambucana ainda conquistou a prata, mas em nenhum momento ameaçou a cubana Yargeris Savigne, que no seu melhor salto cravou 14,80 m, 42 cm a mais do que Keila.

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