O vice-diretor estadual da Justiça Federal, Rodrigo Zacharias, visitou ontem, junto com magistrados do Fórum local que atuam no Jardim do Contorno, as instalações do prédio principal que abrigou a estação ferroviária no Centro. A diretoria vai responder até o próximo dia 3 de agosto se o prédio atende à proposta de mudança da sede forense federal para a região central.
A proposta de reforma e adequação do prédio da estação, com preservação da fachada e demais instalações tombadas pelo patrimônio histórico, está sendo discutida junto à Caixa Econômica Federal (CEF) através de projeto apresentado pelo representante do Grupo Marca, Avelino Cortellini Júnior. A proposta é de que a adequação seja realizada por uma instituição bancária privada, com locação inicial do imóvel por 10 anos para abrigar a Justiça Federal através da CEF.
Representantes da Justiça Federal mostraram interesse nas instalações e a vistoria realizada ontem foi realizada para a verificação das condições de estrutura física do imóvel, além da disponibilidade de área útil interna. A Justiça Federal ainda avalia outras opções para a mudança de sede do atual prédio no Jardim do Contorno. Mas o amplo espaço do antigo prédio administrativo da estação e a localização central agradaram aos juízes federais.
Conforme a vistoria de ontem, o prédio não enfrenta problemas de estrutura civil. A proposta apresentada à Justiça Federal contempla a reestruturação das instalações hidráulica, elétrica, de lógica (informatização, comunicação e rede), estacionamento e acessos ao público. O projeto inclui novos elevadores, substituição do sistema de ar-condicionado, redivisão de espaços para salas de audiência, cartórios das varas e gabinetes para juízes e acesso para estacionamento privativo aos fundos, próximo de onde funciona atualmente o Museu Ferroviário.
O Grupo Marca solicitou proposta de projeto arquitetônico para Jurandyr Bueno Filho, que ontem participou da visita ao prédio. “A proposta é excelente, não há uma trinca na estrutura e as dimensões entre as salas disponíveis são muito adequadas para escritórios jurídicos forenses. A adequação do espaço cumpre perfeitamente a preservação da fachada da estação e demais exigências do Conselho do Patrimônio Histórico, de quem queremos a participação no projeto para não haver qualquer problema estrutural”, comentou.
Na avaliação do arquiteto, além da preservação do patrimônio ferroviário, a proposta trará “novos ares” ao Centro. “A revitalização com o aproveitamento desse tipo de imóvel histórico na região central vai transformar o Centro. Isso lembra o projeto Viva o Centro de São Paulo, onde órgãos públicos ocupam prédios antigos. Não tem sentido deixar prédios como este ociosos, abandonados”, abordou.
A execução ou não do projeto será conhecida com a posição da Justiça Federal na próxima semana, conforme o acordo estabelecido ontem. Se a proposta for aceita, os empreendedores acreditam que a execução da obra pode ser realizada em 90 dias, se nenhuma restrição de ordem legal na utilização do patrimônio gerar obstáculo ao processo.