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Pan 2007: Com ouros do atletismo, País tem melhor desempenho em um único dia

Por Adriana Giachini | Da APJ, especial para o JC
| Tempo de leitura: 3 min

Com quatro ouros no atletismo, o Brasil teve o seu melhor desempenho em um único dia na história dos Pans. Sem contar o vôlei masculino, o país somou dez medalhas de ouro ontem no Rio de Janeiro - não havia passado de seis em apenas um dia até agora.

Depois de Fabiana Murer, foi a vez de Fábio Gomes da Silva faturar ouro para o Brasil na prova de salto com vara dos Jogos Pan-Americanos. O atleta, que assim como Fabiana é nascido em Campinas, não se intimidou com a chuva, pulou 5m40 e garantiu-se no lugar mais alto do pódio. “Não há dúvida de que é melhor competir com tempo bom, mas apostei que poderia me superar e deu tudo certo”, festejou um, até então, desconhecido Fábio.

Aos 23 anos, dos quais os últimos sete dedicados ao atletismo, Fábio conquistou “fama” recentemente. No mês passado, quebrou o recorde sul-americano ao saltar 5m77, após 22 anos, e tornou-se promessa de ouro no Pan. “Realmente acreditava que seria possível um bom resultado e, quando garanti o ouro, até poderia ter tentado melhorar minha marca, mas com chuva é arriscado e achei melhor parar”, conta.

Com rosto de “bom moço”, corpo perfeito, e extremamente simpático, Fábio Gomes da Silva deixa o Pan não só com a medalha de ouro. Leva para casa a preferência de milhares de adolescentes que ontem se “aglomeravam” nas proximidades na tentativa de um autógrafo e uma foto. “Realmente é diferente competir em casa. O retorno do público é algo impressionante”, confessa.

Para ele, as duas medalhas de ouro conquistadas no Pan no salto com vara irão contribuir para um crescimento técnico na prova no País. “O nível realmente está progredindo. Basta dizer que em Santo Domingo eu não tinha nenhum atleta competindo e neste Pan os dois ganharam medalha”, reforça Élson Miranda, treinador de Fábio e de Fabiana.

Prova

Com o sarrafo a 5,30 m, três competidores brigaram pelo ouro: o brasileiro, o mexicano Giovanni Lanaro e o argentino German Chiaraviglio, mas os três desperdiçaram as duas primeiras chances.

Na terceira e última tentativa, o argentino foi o primeiro a deixar a prova. Ele reclamou que a competição deveria ter sido cancelada por conta do mau tempo. Já Fábio só conseguiu saltar a marca vencedora na última tentativa e jogou a responsabilidade para o mexicano que sequer conseguiu completar o salto e ficou com a prata. O outro brasileiro da prova, João Gabriel de Souza, atleta da Orcampi/Unimed, de Campinas, zerou logo na primeira altura, de 4m90. “Não gosto de competir com chuva. A vara fica molhada e isso tira um pouco da minha confiança”, justificou.

Jadel

Jadel Gregório passou longe de suas melhores marcas, mas, mesmo assim, conquistou ontem a medalha de ouro no salto triplo dos Jogos Pan-Americanos, a primeira desde 1979. Com 17,27 m, o brasileiro não deu chance aos adversários e dominou a prova desde o início - foi o único a passar dos 17 m, e o fez em todas as quatro vezes que saltou.

A vantagem durante a competição era tão grande que Jadel optou simplesmente por não saltar em duas de suas seis tentativas. Outro brasileiro na prova, Jefferson Sabino, esteve na segunda posição durante grande parte da disputa, mas acabou na quarta colocação. Com a medalha de ouro, Jadel encerra uma seqüência de quatro vitórias de cubanos na modalidade - foram três de Yoelbi Quesada e uma de Yoandri Betanzos.

O resultado do triplista brasileiro deu o sexto ouro ao país na prova, e tornou Jadel o terceiro atleta do país a subir ao topo do pódio em sua modalidade. Antes dele, Adhemar Ferreira da Silva foi tricampeão pan-americano em 1951, 1955 e 1959, e João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, foi vencedor em 1975 e 1979.

O revezamento 4 x 100 m brasileiro conquistou o tricampeonato dos Jogos Pan-Americanos. Hoje, a equipe formada por Vicente Lenílson, Rafael Ribeiro, Basílio Morais Júnior e Sandro Viana superou o Canadá - dono da melhor marca das eliminatórias - e completou a prova com o tempo de 38s81.

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