Um grupo ligado ao deputado federal Arnaldo Jardim assumiu o comando do PPS em Bauru. Em reunião ontem, sob a direção da nova Comissão Provisória, o grupo recebeu novos filiados e iniciou a discussão para buscar a formação de chapa para disputar as eleições do próximo ano. A legenda defende a formação de aliança para ampliar as chances de eleição de representante no Legislativo, mas se prepara para formar chapa própria à vereança em função do risco da regra eleitoral não permitir coligações na área proporcional.
O assessor do deputado Arnaldo Jardim, Arnaldo Ribeiro, assumiu os destinos da legenda junto com Toni Tobias, Douglas Cirilo, Cristina Faleiro e o ex-vereador Milton Dota Júnior. O desafio do grupo será reunir dissidentes que mantinham relação com a legenda até o fim do mandato do ex-prefeito Nilson Costa e de aglutinar forças capazes de tirar o rótulo de “aluguel” na participação eleitoral.
A tentativa de reorganização pode ser resumida com a abordagem feita pela recém-filiada Terezinha Portel, representante de bairro e integrante de Conselho Gestor de Saúde do Município. “Fui convidada pelo Arnaldo Jardim para vir para o PPS, assim como fui convidada pelo PSDB, PP. O que é preciso não deixar é que o partido, tenha gente que vira casaca na hora da eleição quando vê que um candidato aparece com melhor chance de ganhar. Isso aconteceu com o Caio e o Tuga. Muitos correram para o prefeito quando viram que ele podia ganhar. Se quer ter partido tem de montar uma turma que não vai para o lado que está na frente. Vai até o final com quem apoiou”, disse.
O ex-suplente de vereador Sérgio Rosseto compareceu à reunião de ontem para agradecer o grupo e dizer que retornou para o PDT. “A gente não deve nunca cuspir no prato que comeu. Fui suplente de vereador e, no momento que tive de defender a administração do Nilson Costa, eu sai do PDT e cumpri isso na cassação. Cumpri meu papel no PPS e ajudei sendo vice-prefeito na eleição passada. Agora volto para o PDT e acho que os dois partidos precisam estar juntos para formar uma chapa forte de vereadores. Muitas legendas não têm forças sozinhas. Duas chapas ajudam a brigar pelo coeficiente eleitoral”, abordou.
Outra integrante nova no grupo, a diretora do Centro do Professorado Paulista (CPP), Vera Lúcia Duran, comentou que “falta vereador do PPS em Bauru”. Ela reclamou que a luta da categoria no Estado está sendo feita de forma desarticulada por falta de representantes, o que dificulta a ação na Assembléia Legislativa do Estado (AL). “Somos 130 mil sócios no Estado pelo CPP e não conseguimos eleger nenhum deputado do segmento. Então ficamos sem representante, dependendo da participação de nosso único deputado aqui em Bauru”, disse referindo-se a Pedro Tobias (PSDB).
Professores
Ela reclamou que o tucano não atendeu à demanda do CPP em relação à modificações na estrutura do programa de atendimento aos funcionários públicos estaduais através do Iamspe. “O deputado consegue obras de poder para a região, mas não atende segmento de classe como os professores. Temos 12 anos com o PSDB nos castigando no Estado. Fazer Hospital Estadual regional é obra que aparece, mas é preciso atender à categoria”, reclamou.
A assessoria do deputado Pedro Tobias comentou que o parlamentar “é sensível às causas dos professores e está atendo ao programa do Iamspe em discussão na Assembléia. Mas neste momento o deputado não está cumprindo sua agenda natural de discussões políticas em razão de estar se recuperando de uma cirurgia, devendo retomar suas atividades políticas em breve”.