Pense na evolução humana e em tudo o que foi descoberto e ainda pode ser esclarecido. Pense, também, em tudo o que o homem sequer conhece. Pense nos relacionamos e crenças. Pense na forma como nos deslocamos, aquecemos e resfriamos nossas casas e a maneira que encontramos para cuidar de nossos doentes. Pensamos, mas mesmo quando estamos certos de algo, como um tratamento para o coração, surge alguém que se diz curado por algo inexplicável. E, um detalhe, que esse alguém tenha sido desenganado antes desta cura. Como explicar? Apenas resolver os problemas em suas causas é o bastante?
A física, a química, a matemática, a biologia e suas subdivisões vêm unidas e dispostas a esclarecer. Porém, no que se refere às terapias holísticas, tão em moda hoje, pouco pode a ciência convencional. Um desses paradigmas é o reiki. Sem reconhecimento científico, mas com relatos de eficácia no tratamentos dos males da ‘alma’ e do corpo, o tratamento atua em cada um através de algo não palpável, a ‘energia’.
Vamos começar do princípio. Porque para entender o reiki é preciso se dispor ao obscuro, já que a curiosidade e o desejo de respostas foi o que ‘criou’ a terapia. Explica o mestre José Luiz de Pontes, professor de reiki desde 1995, que no final do século 19 o monge japonês Mikao Usui questionou seu professor sobre sua crença na Bíblia e recebeu como resposta: ‘Sim, eu creio’. A afirmativa gerou outras dúvidas: sobre as curas de Jesus Cristo e Buda. Se homens ‘comuns’ poderiam realizar estas curas. Quando? Tantas questões foram somadas à observação dos sofrimentos, doenças e infelicidade das pessoas, deixando o monge sem respostas.
Para solucionar seus questionamentos e, quem sabe, ajudar as pessoas, Mikao passa então a estudar teologia e o budismo e a pesquisar as curas milagrosas de Cristo. O resultado foi o achado de uma série de símbolos sânscritos secretos capazes de motivar a energia vital universal em prol do bem-estar individual. “O religioso não conseguia ativar os símbolos e acabou por aceitar a sugestão de um velho monge tibetano: subiu ao Monte Kurama e jejuou por 21 dias. A partir do retiro, os símbolos passaram a vibrar numa imensa freqüência energética”, conta Pontes.
Surgia o reiki, terapia que através da empostação das mãos e da mentalização de determinados símbolos ativa a energia vital de cada um e ajuda na recuperação vital, seja ela da alma, da mente ou do espírito. O reiki não é um “milagre”, simplesmente considera o “ser” como um todo, ampliando as possibilidades de autoconhecimento. “Este ‘saber’ individual cria, segundo os iniciados na doutrina de Mikao, oportunidades para elevarmos nosso grau de consciência, respeitando nossos limites, adicionando padrões mais adequados na maneira de sentir e pensar, daí é o viver na energia criadora, sustentadora do universo”, esclarece o mestre.
Vibrações
Parece confuso, mas própria palavra “reiki” explica o tratamento. “Rei” significa “energia vital cósmica ou universal” e é, como esclarece o mestre Pontes, a essência inteligente que permeia todos os “eus”. Por sua vez, “Ki” é a energia prânica ou vital (humana).
“Quando falamos em vida (Ki) temos que considerar o físico, o emocional, o mental e para alguns estudiosos, o etéreo. Por exemplo, nosso corpo emocional, quando nutrido por raiva, angústia ou tristeza, cria uma matriz energética que, ao longo de algum tempo, resulta em uma doença qualquer. Portanto, quando acionamos a energia reiki estamos fazendo um trabalho muito abrangente”, garante o mestre.
Para o reiki essas matrizes energéticas são transmutadas positiva ou negativamente. Portanto, se o reflexo é negativo, a energização reestabelece o nível de energia rei (universal), suprindo as carências da ki (vital humana). Esse ‘empréstimo’ promove uma forma de autocura física, mental e/ou emocional. Sendo assim, o reiki pode ser considerado como a arte e a ciência da ativação, do direcionamento e da aplicação da energia vital universal. O “domímio” de tal energia serve para promover o completo equilíbrio energético visando o bem estar do indivíduo.
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De um para um
De acordo com o mestre José Luiz de Pontes, que ministra curso de reiki em Bauru no dia 18 de agosto, para ser iniciado no reiki só basta boa vontade. “Em um seminário o aluno será iniciado e o curso consiste no aprendizado de: o que é reiki; as diferentes freqüências de energia, aura, corpos sutis, chakras e suas relações com o corpo físico, mental e emocional. Também é preciso estudar os estados de consciência, conceitos de karma e destino, corpo e alma, doença e saúde, além de como transferir a energia, seu funcionamento e posições”, completa.
Uma vez iniciado, o praticante permanece energizado, não sendo necessárias outras ativações. O reiki não tem qualquer conotação religiosa e sua proposta é auxiliar na conquista de uma vida mais equilibrada. Não há contra-indicações para a terapia, sendo que ela é usada até mesmo para auxiliar no tratamento de doenças crônicas.
Segundo os estudiosos do reiki, a “indicação global do tratamento” se dá pelo caráter não polarizado da energia, ou seja, a terapia influenciaria a forma como o corpo gera as suas próprias reservas de energia, ajudando-o a compensar-se e equilibrar-se.