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Partido de premiê japonês pode perder hoje maioria no Senado

Folhapress
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Tóquio - Todas as pesquisas coincidem: o primeiro-ministro japonês, o conservador Shinzo Abe, 52 anos, e o seu partido, o Liberal Democrático, perderão hoje a maioria no Senado, com as eleições que irão renovar a metade das 242 cadeiras da Casa.

Mas não são os senadores que determinam a composição do governo. É tarefa institucional da Câmara, onde Abe e aliados possuem dois terços dos 480 deputados. Essa confortável base de apoio é uma das heranças que o premiê recebeu ao tomar posse, em setembro último, de seu antecessor, Junichiro Koizumi.

Se confirmada a derrota, Abe poderá teoricamente permanecer na chefia do governo. Foi aliás a intenção que ele manifestou em mensagem postada em seu blog pessoal. Mas há o precedente das senatoriais eleições de 1998, nas quais o então premiê Ryutaro Hashimoto perdeu a maioria e sentiu-se moralmente obrigado a renunciar ao cargo.

O problema não é, no entanto, bem esse. O atual premiê é um exemplo raro de imperícia política. Há a queda vertiginosa de sua popularidade em apenas dez meses. Assumiu com 70,2% de aprovação. Está hoje com apenas 26%.

Tentou pôr em prática um programa de direita altamente ideologizado, chamado “O Belo País”. Mas, pelo jeito, os 127 milhões de habitantes do arquipélago estão hoje mais sensíveis ao slogan da oposição: “A prioridade é a vida cotidiana”.

O Partido Liberal Democrático tem 109 cadeiras no Senado, e seus aliados do Novo Komeito (budista), 23. Para manter a maioria eles deverão, em conjunto, eleger 64 senadores. As pesquisas indicam que elegerão em torno de 40. O grande beneficiado será o maior grupo da oposição, o Partido Democrático do Japão, centrista. Os dois outros partidos visíveis, o Comunista e o Social Democrático, não deverão, indicam as pesquisas, superar juntos 8% dos votos.

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