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Coleta é investimento ambiental e social

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

A estimativa da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) é que cerca de mil pessoas trabalhem coletando material reciclável em Bauru. Cerca de 400 vivem exclusivamente do dinheiro gerado pela venda do produto. Outros 600 utilizam a coleta como complementação de renda ou como bico até conseguirem emprego fixo.

Porém, para conseguir cada vez mais material, os catadores autônomos passam nas ruas antes da coleta seletiva da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma). “Eles chegam antes do caminhão da prefeitura e selecionam o reciclável de maior valor”, observa o titular da pasta, Rodrigo Agostinho. Ao retirar o material de maior valor, os catadores acabam prejudicando a cooperativa da Central de Triagem localizada no Jardim Redentor.

Este ano foi particularmente difícil para as cerca de 20 famílias que atuam na cooperativa. Apesar da arrecadação de recicláveis da Semma ter aumentado mais de 25%, a cooperativa foi abalada por dois grandes incêndios no início do ano que acabaram destruindo o barracão da entidade. “Reconstruímos o que foi perdido e agora estamos colocando piso no local. A nossa expectativa é captar recursos para melhorar e tentar ampliar a cooperativa”, revela Agostinho.

A coleta seletiva ainda não chega a vários bairros de Bauru. Os mais distantes do Centro e os que possuem muitas ruas de terra não são atendidos. Mas a Semma estuda ampliar o serviço para 100% da cidade. Também já existe projeto pronto para a construção de uma nova central de triagem de material no Pousada da Esperança. “Vamos lutar para que ele entre no orçamento do ano que vem”, garante Agostinho.

Uma boa notícia é que os Correios vão passar a doar o papel que a empresa descarta para a cooperativa. A estimativa do titular da Semma é que sejam enviadas 10 toneladas de papel para a central do Jardim Redentor.

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