O frio e o vento da tarde de ontem não impediram que muitos bauruenses saíssem de casa para passar um domingo diferente no Parque Vitória Régia. Há alguns meses, o local vem sendo ocupado por mais e mais pessoas que estendem suas toalhas na grama e passam o dia descansando ou se divertindo no parque.
Ontem, enquanto a maioria conferia as raridades do 9.º Encontro de Carros Antigos do Centro Oeste Paulista, sediado no local, outros preferiram brincar no parquinho, empinar pipas e até mesmo dar um show gratuito de malabares.
Nos escorregadores, balanças e gira-gira, a criançada se pendurava, pulava, ria. No chão de terra, os pais, atentos, acompanhavam cada movimento. A comerciante Estela Alonso confessou: “A molecada adora, mas eu morro de medo”, disse. O receio dela é que o filho, Victor Alonso, de 6 anos, se machuque nos brinquedos. “Os brinquedos estão todos velhos. É perigoso”, colocou.
Victor, por sua vez, não parecia se importar com as preocupações da mãe e foi só ela deixá-lo por uns minutos para conversar com a reportagem que o garoto já escalou um outro brinquedo. “Eu gosto mais deste aqui”, disse, apontando para o brinquedo que acabava de escalar.
Geralmente, Victor passa os domingos brincando de videogame. Quando perguntado sobre o que é mais divertido, o jogo ou o parque, o garoto é rápido – e esperto – na resposta. “Eu gosto mais de vídeo game e gosto mais de vir aqui”, disse.
Lucas Fernando Carrion, de 9 anos, também adora ficar em casa no seu computador, mas prefere passar os domingos empinando pipa com o pai, o bancário Carlos Carrion, no Parque Vitória Régia. “Eu gosto muito daqui (do Vitória Régia), ainda bem que temos um espaço como esse. Só está faltando mais vento para a pipa subir”, torcia o pai.
Há 2 anos
Como faz há dois anos todos os domingos, o casal Marina e Marcelo Pinho, 25 e 27 anos respectivamente, foi ao Vitória Régia para jogar malabares. A comunidade de admiradores da arte circense começou pequena, mas hoje são mais de 30 pessoas que se reúnem toda semana no Vitória Régia.
Na grama, sobre uma tolha, bolinhas, claves, arcos estavam espalhados à espera de quem quisesse se aventurar na dança dos objetos jogados ao ar. “Jogar malabares relaxa da semana pesada”, disse Marina, complementada por Marcelo: “Fico a semana inteira no computador e é ótimo poder chegar aqui e brincar”, colocou o designer gráfico.
De amadores, hoje o casal e mais alguns amigos formaram a Sincrônicos Malabarismos para realizar eventos em festas e instituições. Mais informações sobre as atividades do grupo podem ser obtidas pelos telefones: (14) 9111-5577 e 3313-6164.