Internacional

Taleban renova prazo e ameaça reféns

Folhapress
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Cabul - A guerrilha Taleban anunciou que pode matar reféns sul-coreanos caso as autoridades não libertem os 23 presos da milícia até hoje ao meio-dia (7h30 de Brasília). O presidente afegão Hamid Karzai e vários líderes locais tentaram negociar com os talebans, mas afirmaram que o diálogo não obteve progresso. Um dos argumentos usados foi que o seqüestro e o assassinato de mulheres são gestos anti-islâmicos. Há 18 mulheres no grupo seqüestrado.

O porta-voz taleban Qari Yousef Ahmadi disse, no entanto que, se militares afegãos estão detendo mulheres nas bases de Bagram e Kandahar, a oeste do país, o Taleban pode fazer o mesmo. “Podemos matar um, dois, podemos matar um de cada gênero, dois de cada, quatro de cada”, ameaçou Ahmadi. “Ou podemos matar todos de uma vez”.

Dignidade

O Papa Bento 16 fez um apelo ontem pela libertação dos reféns. Para o Bispo de Roma, as ações do grupo são “graves violações da dignidade humana, que contrastam com qualquer norma elementar de civilização e de direito, e ofendem gravemente a lei divina”.

Bento 16 lançou um apelo para que “os autores dos atos criminosos desistam do mal realizado e devolvam imunes a suas vítimas”. Ele criticou, ainda, “a prática de instrumentalizar pessoas inocentes” para fazer reivindicações.

Vários líderes envolveram-se nas negociações, incluindo um antigo comandante do Taleban, Abdul Salaam Rocketi, atualmente membro do parlamento.

Muitos são de Qarabagh, perto de onde os sul-coreanos foram seqüestrados no dia 19 de julho, quando faziam o trajeto rodoviário de Cabul para Candahar.

No entanto, o porta-voz Qari Yousef Ahmadi, do Taleban, afirmou que a delegação de líderes “não tem o poder de libertar prisioneiros”. A questão é o principal pedido do Taleban para libertar os reféns.

Ele afirmou que o Taleban deseja que os reféns “vão para casa sãos”, mas que antes devem ser soltos 23 militantes de prisões afegãs.

Originalmente, 23 pessoas foram seqüestradas pelo grupo, mas uma foi morta por razões que ainda não estão claras. No grupo, há 18 mulheres. O morto é o pastor Bae Hyung-kyu, 42 anos. A família do missionário pediu que o corpo seja repatriado apenas quando os 22 reféns forem libertados.

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