Bairros

Areia cobre asfalto da Castelo Branco

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Depois do temporal, a areia. Os moradores e comerciantes da avenida Castelo Branco enfrentam o problema há vários anos, mas não no inverno. Depois dos três dias consecutivos de chuva na semana passada, alguns trechos da avenida praticamente desapareceram sob a terra. Incomodado com a poeira, um comerciante está retirando a areia por conta própria.

O problema é mais comum no verão, mas a chuva fora de época trouxe o transtorno também em julho. A lama escorre das ruas de terra do Jardim Ferraz, Jardim Solange e Jardim Ouro Verde. O barro se acumula na avenida Castelo Branco e, quando o sol sai, a lama se transforma em terra e areia. Os moradores e comerciantes, que já sofreram com a lama, agora enfrentam o pó.

A situação é mais crítica entre as quadras 27 e 28 da via, informa um comerciante da região. Ele, que preferiu não se identificar, informa que já foi feito pedido de construção de canaletas na quadra 16 da rua Antônio Valderramas Daro, que cruza a avenida. Com essa melhoria, a expectativa dos moradores é que a enxurrada seja direcionada para outro local. “Todas as ruas que colocaram canaleta não têm mais problemas com acúmulo de areia”, informa.

Mas apenas canaletas não resolveriam o problema. A solução definitiva para o acúmulo de terra na avenida seria pavimentação das ruas de terra e a construção de galerias de águas pluviais. De acordo com o secretário do Meio Ambiente Rodrigo Agostinho, a avenida Castelo Branco é vítima de um assoreamento. Como vários bairros que ficam acima da via não possuem galerias para drenar a água da chuva, a enxurrada desce em direção ao Água do Sobrado, que fica abaixo da avenida. “Enquanto não tiver asfalto nesses bairros, o problema deve persistir”, avalia Agostinho.

O secretário também observa que essa situação também acontece em trechos da avenida Pinheiro Machado, que se estende do Jardim Gérson França até a Vila Nova Esperança. De acordo com o Agostinho, depois das chuvas, a prefeitura manda caminhões retirar a areia acumulada.

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Por conta própria

Segundo Ricardo Magrini, gerente de uma loja de material de construção na avenida Castelo Branco, o que se acumula na via é uma mistura de terra e areia, que não tem aplicação no setor. Ontem, ele entrou em contato com a Secretaria de Obras solicitando que a prefeitura removesse a terra e areia acumulados em frente ao estabelecimento. “Fomos informados que não havia caminhão para fazer o serviço. Então resolvemos fazer por conta própria”, disse.

Os funcionários da loja passaram duas horas realizando um verdadeiro serviço braçal, fazendo montes de areia com pás. Entre uma entrega e outra, o caminhão da empresa retirou um dos montes e despejou num terreno próprio. “Toda a vez que passava algum carro, levantava poeira que invadia a loja”, conta Magrini.

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