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Campeonato Brasileiro: Só os atletas podem resolver, diz o treinador do Corinthians

Folhapress
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São Paulo - Nove jogos seguidos sem conhecer vitórias, e o Corinthians está nas mãos apenas do que os jogadores puderem fazer por si mesmos, embora formem um grupo jovem e sensível a toda turbulência política do clube.

Essa é a opinião de Paulo César Carpegiani. Depois de pedir demissão e ter sido demovido da idéia pela diretoria, o técnico corintiano diz acreditar não poder ser o dínamo de uma reação do time no Brasileiro -é o 16º colocado, uma posição acima da zona de rebaixamento.

“Os jogadores são os únicos que podem tirar o time desta situação”, tem dito Carpegiani. Ao contrário do que detectou em seu elenco, o treinador se diz suficientemente experiente para não se abalar com os problemas políticos que podem culminar com o afastamento do presidente do clube, Alberto Dualib na próxima semana.

Mas, segundo Carpegiani, seu elenco não tem rodagem suficiente para não sentir a instabilidade do clube a ponto de render bem em campo.“É um time bastante jovem. Mas eu confio no que eles podem fazer”, declarou o treinador.

Ontem, porém, dia seguinte a mais um tropeço corintiano - empate com o Flamengo por 2 a 2, em São Paulo-, o treinador voltou a mirar seus atletas para explicar o resultado. “Esse grupo foi formado há apenas dois meses e meio. Ainda falta ter uma identidade com o clube Corinthians, que é muito grande”, falou Carpegiani.

As palavras dele, no entanto, não convencem muito. Do time que iniciou o jogo contra o Flamengo, seis -Edson, Fábio Ferreira, Bruno Octávio, Dinelson, Willian e Wilson- são pratas da casa e, portanto, conhecem o funcionamento do clube desde as categorias de base.

Após versar sobre a falta de “identidade” do time, Carpegiani, que se recusou a dar entrevistas ontem por causa de reportagem do diário “Lance” que relatou treinamento em que ele teve de utilizar até o preparador físico Toninho Oliveira para completar a equipe reserva no coletivo, admitiu que errou nas substituições. O time vencia por 2 a 0 até os 28 minutos do segundo tempo.

“Pensei em colocar um terceiro zagueiro, então teria os meus dois alas colados nos laterais deles, mas achei que o grupo poderia sentir que queria segurar o resultado”, disse ele, que pôs o volante Ricardinho na vaga do atacante Wilson. O goleiro Felipe mostrou ontem como o grupo está perdido. “Não sabemos o que fazer para voltar a vencer. Não sei se é melhor jogar em casa ou fora. Antes, o ataque não marcava e a defesa segurava. Agora voltamos a fazer gol, mas estamos errando atrás”, declarou. A exemplo de Carpegiani, a diretoria também já escolheu os culpados pela má fase. “Que culpa tem o técnico se os jogadores não fazem o que ele pede?”, falou o vice-presidente de futebol, Rubens Gomes.

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