Botucatu - As crianças que estudam na Escola Cristã, localizada na rua Amando de Barros, vão continuar expostas aos perigos do trânsito em frente ao local. O Departamento de Engenharia de Tráfego (DET) da Prefeitura de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), baseado no Código de Trânsito Brasileiro, não poderá instalar faixa de pedestres com plataforma para aumentar a segurança no local.
No final do mês de junho, o vereador Antônio Luiz Caldas Júnior (Pc do B) voltou a solicitar ao Executivo, através de requerimento, a implantação de uma faixa de pedestres com plataforma na altura no número 100 da rua Amando de Barros. No local funciona a Escola Cristã da Igreja Bíblica Evangélica de Botucatu, freqüentada por crianças. A plataforma solicitada pelo vereador é uma espécie de lombada achatada, que obrigaria os motoristas a diminuírem a velocidade naquele trecho na rua.
Na escola são ministradas aulas de educação infantil e ensino fundamental, em dois períodos com 55 alunos pela manhã e 85 à tarde. Segundo o vereador, é intenso o fluxo de pessoas pela área, incluindo crianças de variadas idades e idosos devido às atividades religiosas, educacionais e sociais ocorridas no local.
“O problema é que esses pedestres ficam à mercê de motoristas que abusam da velocidade no local. Já pedi o benefício em dezembro de 2006, em março de 2007 e fui informado que a instalação do dispositivo na área feria questões legais”, explica o vereador.
Procurada pela reportagem, o Departamento de Engenharia de Tráfego, através da assessoria de imprensa da prefeitura, explica que a faixa de pedestre com plataforma não pode ser instalada no local porque o Código de Trânsito Brasileiro não permite, baseado na Lei Federal n.º 9.503 de 23 de setembro de 1997.
“O fato é que outras instituições com as mesmas características da escola na rua Amando de Barros já foram atendidas e possuem lombadas e faixas de pedestres próximas a elas, por isso, peço, mais uma vez, que a prefeitura leve em consideração a situação da Escola Cristã e providencie uma solução para garantir a segurança de alunos, idosos e demais pedestres que circulam freqüentemente pelo trecho”, argumentou Caldas Júnior em seu requerimento.