Internacional

Taleban anuncia morte de mais um refém sul-coreano

Folhapress
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Cabul - Enquanto autoridades afegãs e líderes guerrilheiros estudavam um novo prazo para o cumprimento de exigências em troca da libertação de 22 reféns sul-coreanos no Afeganistão, o movimento radical islâmico Taleban matou mais um seqüestrado ontem. O Taleban pede a libertação de 23 prisioneiros do grupo em prisões afegãs em troca da soltura dos reféns e afirma que eles serão mortos caso o governo em Cabul não atenda à exigência. O grupo seqüestrou 23 religiosos sul-coreanos em Ghazni no dia 19 de julho. O primeiro a ser morto foi o pastor Bae Hyung-kyu, 42 anos, na última quarta-feira.

A identidade do refém morto ontem ainda não foi divulgada. Apesar de os governos em Cabul e Seul terem rejeitado planos de libertarem os reféns à força, as tentativas de negociar a soltura do grupo até agora falharam.

O presidente afegão, Hamid Karzai, apelou para as tradições de hospitalidade e cavalheirismo do país para pedir a libertação das mulheres do grupo de reféns, mas não obteve sucesso. Em seus primeiros comentários sobre o seqüestro, Karzai criticou o Taleban por levar “hóspedes estrangeiros”, especialmente mulheres, o que seria contrário aos princípios do Islã.

O porta-voz do Taleban, no entanto, invocou o princípio de “olho por olho”, afirmando que militares do Ocidente mantêm mulheres afegãs presas em bases em Bagram e Candahar, e que por isso o grupo pode fazer o mesmo.

Até o papa Bento XVI fez um apelo pela libertação dos reféns anteontem. Para o papa, as ações do grupo são “graves violações da dignidade humana, que contrastam com qualquer norma elementar de civilização e de direito, e ofendem gravemente a lei divina”.

Bento XVI lançou um apelo para que “os autores dos atos criminosos desistam do mal realizado e devolvam imunes a suas vítimas”. Ele criticou, ainda, “a prática de instrumentalizar pessoas inocentes” para fazer reivindicações. Vários líderes envolveram-se nas negociações, incluindo um antigo comandante do Taleban, Abdul Salaam Rocketi, atualmente membro do parlamento. Muitos são de Qarabagh, perto de onde os sul-coreanos foram seqüestrados no dia 19 de julho, quando faziam o trajeto rodoviário de Cabul para Candahar. No entanto, o porta-voz Qari Yousef Ahmadi, do Taleban, afirmou que a delegação de líderes “não tem o poder de libertar prisioneiros”.

A questão é o principal pedido do Taleban para libertar os reféns. Ele afirmou que o Taleban deseja que os reféns “vão para casa sãos”, mas que antes devem ser soltos 23 militantes de prisões afegãs.

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