Há quase dois meses investigando quem matou Silmara Fernanda Toledo, 24 anos, cujo corpo foi achado já em decomposição na própria casa da vítima, no Parque Jaraguá, no último dia 2 de junho, a Polícia Civil prendeu ontem o funcionário público Ananias Alves da Silva, que acabou confessando o crime. Ele, que estava escondido na casa de parentes em Cubatão, disse que desentendeu-se com Silmara, com quem era amasiado, foi ameaçado por ela e acabou por matá-la por sufocamento.
A mulher foi encontrada com panos na boca e o laudo necroscópico apontou que ela morreu devido à asfixia por sufocação, conta o delegado Ricardo Dias, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru. Já no dia em que a mulher foi achada morta, a polícia obteve a informação de que o crime havia sido cometido por Ananias. Mas na época sabia-se apenas o primeiro nome do rapaz e que ele morava em São Manoel, onde trabalhava.
“Instauramos inquérito, identificamos Ananias e confirmamos indícios da participação dele no crime. Depois de muita dificuldade, o localizamos em Cubatão, onde estava foragido”, explica o delegado. De posse de mandato de prisão, o delegado e uma equipe de homicídios da DIG foram a Cubatão, onde prenderam Ananias ontem pela manhã.
Ananias foi recambiado para Bauru e em depoimento na DIG confessou que o crime ocorreu no dia 27 de maio, portanto seis dias antes do corpo ter sido encontrado. “Ele alega que a vítima era garota de programa e usuária de drogas; que ele estava tentando tirá-la do vício e tiveram um desentendimento, que ela o ameaçou e ele a sufocou”, comenta o delegado.
Ananias contou que deixou Silmara morta na cama, coberta, como se estivesse dormindo, e foi para São Manuel e de lá para Cubatão. Agora, ele está preso temporariamente por 30 dias, período que Dias pretende concluir o inquérito. “Ao final desse período, pretendemos pedir a prisão preventiva (até o julgamento)”, completa.