São Paulo - A fabricante norte-americana de produtos de saúde e higiene pessoal Johnson & Johnson anunciou ontem que pretende reduzir entre 3% e 4% seu quadro de funcionários no mundo, ou seja entre 3.615 e 4.820 postos. A decisão faz parte de um plano de redução de custos com foco nas atividades farmacêuticas.
A economia esperada é de US$ 1,3 bilhão a US$ 1,6 bilhão (sem a dedução dos impostos) em 2008.
A estratégia deve levar a um lucro de US$ 550 milhões a US$ 750 milhões (menos impostos) no segundo semestre de 2007, informou o grupo em um comunicado. “No decorrer de nossa história, sempre aprendemos com os desafios que enfrentamos”, disse o presidente da Johnson & Johnson, William Weldon. “Estas decisões, tomadas para melhorar nossa estrutura de gastos, nos permitirão continuar a investir em nosso crescimento e em nossa rentabilidade futura.”
A empresa emprega cerca de 120.500 pessoas em suas 250 filiais espalhadas por 57 países. O lucro da Johnson & Johnson no segundo trimestre teve um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2006, chegando a US$ 3,08 bilhões (contra US$ 2,82 bilhões do mesmo período do ano passado).
As vendas da companhia cresceram 13%, chegando a US$ 15,13 bilhões, contra US$ 15,06 bilhões previstos pelos analistas. As vendas de remédios subiram 2,8%, a US$ 6,149 bilhões, estimuladas pelo bom desempenho das vendas dos remédios Topamax, Risperdal e Remicade.