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Moradores ateiam fogo em veículos em protesto por morte de universitário

Folhapress
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Rio - Moradores da favela do Morro da Cotia, no Grajaú (zona norte do Rio), atearam fogo em cinco carros e dois ônibus em protesto a morte de um jovem por volta das 20h30 de anteontem. Segundo o delegado Eduardo Freitas, do 20.º DP (Vila Isabel), o estudante universitário Willian Alves Barbosa, 26 anos, voltava do trabalho e parou em uma quadra para assistir a um jogo de futebol e conversar com amigos quando foi atingido na barriga por um disparo.

Ele chegou a ser socorrido e levado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Os moradores se revoltaram e atearam fogo em cinco carros e dois ônibus que trafegavam pela avenida Menezes Cortes (Grajaú-Jacarepaguá).

Homens do 6.º BPM (Tijuca) foram até o local para conter os manifestantes. Os bombeiros foram acionados para conter as chamas. Apesar do tumulto, ninguém ficou ferido. O delegado afirma que depoimentos dão conta de três versões: a de que quatro homens desceram de um carro próximo à quadra e efetuaram os disparos, balas perdidas disparadas por traficantes e execução praticadas por policiais militares. Barbosa não tinha passagens pela polícia, segundo Freitas.

Corpos em Kombi

Sete corpos foram encontrados dentro de uma Kombi próximo à estação de trem do Santíssimo, zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o 14.º Batalhão de Polícia Militar (Campo Grande), as vítimas foram baleadas. A suspeita é de que se trata de uma guerra entre traficantes, segundo a polícia civil.

Policiais militares chegaram a afirmar que uma outra Kombi havia sido deixada próximo ao Hospital Estadual Albert Schweitzer, no Realengo (zona oeste do Rio), o que elevaria o número para dez corpos. A informação, entretanto, não foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde e pela Polícia Civil. O caso será investigado pelo 35.º Delegacia de Polícia (Campo Grande).

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