Turismo

Compras na Big Apple

Por Zarcillo Barbosa | Especial para o JC Turismo
| Tempo de leitura: 3 min

Uma mistura de prazer e aventura, fazer compras em Nova York comporta tantas nuanças como aquele rápido olhar que você recebe do espelho retrovisor, após perguntar ao motorista de táxi se ele tem troco para US$ 20. As corridas são sempre abaixo de US$ 10 e o motorista espera que você tenha trocado. Não se esqueça de dar uma gorjeta, em torno de 15%. É tradição.

Brasileiro tem fama de pão-duro e eles já se arrepiam só de pensar que o passageiro vai se esquecer da propina. Para evitar cara feia é melhor tomar o metrô até o Lower East Street, setor das confecções, e procurar a loja O Barateiro do Bairro, onde as linhas de griffes são vendidas a preços mais generosos. A mercadoria precisa “girar”.

A política de grandes descontos são para todos os artigos, desde máquinas e filmadoras digitais e notebooks a preços mais baixos que os de Tóquio, até roupas que saem quase pelo preço de custo. Vale a pena recorrer ao The New York Times para ver a relação de feiras de rua, os mercados de pulga e as liquidações das grandes lojas. Liquidação, lá, é para queimar mesmo.

Eis alguns endereços para você conferir:

Máquinas fotográficas e artigos eletrônicos: Câmera Barn – 1272 Broadway; Grand Central Câmera – 420 Lexington Ave.; Olden – 1265 Broadway; Executive Photo – 120 West 31 Street.

Roupas: Se você quiser de tudo num lugar só, vá a Bloomingdale´s, Saks, Lord & Taylor ou Macy´s, todas essas lojas em endereços conhecidíssimos. É só ver no mapinha distribuído de graça pelo hotel. Para quem quer coisas diferentes, a Alice Underground, 380 Columbus, e Gaby´s, 213 West 35th Street, vendem excedentes do Exército e roupas usadas. A garotada adora. A Century 21 (12 Cortland Street, perto do centro financeiro) oferece roupas com descontos para homens e mulheres, dos melhores estilistas europeus. Objetos variados, perfumes e artigos de toalete com descontos na faixa de 20% a 50%.

Sapatos femininos: Ferragamo, na Quinta Avenida, 717. Há também uma loja para homens na 730 da mesma Fifth Avenue. Orchard Bootery (75 Orchard Street), bem lá embaixo da ilha, oferece preços vantajosos.

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O bom e o pior do Natal

O Natal é lindo em Manhattan, com as miríades de luzes enfeitando árvores e lojas. O ruim, para nós, brasileiros, é o frio. Mas, assim mesmo, a temperatura ainda é suportável em dezembro. Como é tradição, o fim de ano é para ser comemorado. Em Nova York todos saem bem vestidos e dispostos a gastar tudo o que ganharam durante o ano.

As lojas e calçadas ficam entupidas de gente ansiosa por usar seus cartões de crédito até o limite estourar. Haverá fila para entrar na FAO Schartz, a grande loja de brinquedos do filme “Esqueceram de mim”. Lá tudo é caro. Prefira as megalojas da cadeia Toys-R-Us, que também estarão abarrotadas de mamães, papais e vovós padecendo no paraíso para comprar presentes para os seus rebentos.

A primeira nevada do ano, mesmo para quem está acostumado, é uma festa. As ruas e os telhados branquinhos, o sol batendo e refletindo, tudo muito claro e limpo. Depois da terceira ou quarta nevada é que a coisa fica preta. A neve acumulada encarde com a fumaça dos escapamentos do veículos e seus milhares de pneus. É uma dificuldade para andar nas calçadas e atravessar as ruas. Mas aí já é janeiro e o turista brasileiro deu no pé, carregado de compras e com problemas de excesso de bagagem.

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