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Por uma nova consciência


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Gostaríamos de utilizar essa coluna para poder partilhar de nossa alegria por estarmos voltando a Bauru. Voltar à cidade; em que nasci, em que vivemos nossa infância, nossa juventude, estudamos, tivemos filhos, nos profissionalizamos, moramos por tantos anos, criamos uma imagem; e da qual nos distanciamos por um tempo significativo, tem um significado muito especial. Representa nascer novamente.

Já não somos mais os mesmos, não queiram, portanto, que respondamos a velhas expectativas, que correspondem às imagens do passado. Estamos deixando para trás crenças e sentimentos que já não fazem mais sentido em nossas vidas, o que significa construir um novo tempo, conscientemente.

Retornar a Bauru, portanto, se sincroniza com um momento especial de nossas vidas - transformação.

Retornamos para que a partir de Bauru abracemos o mundo. A nossa disposição é compartilhar o que vivemos e com todos aprender. Para isso nos colocamos em disponibilidade para com os que, assim como nós, acreditam em uma nova consciência e uma nova humanidade; sem apegos, sem bairrismos e sem separatividade de qualquer espécie.

Aliás, não faz sentido com o momento atual, de crise, que a humanidade vive, permanecer vivendo segundo regras do passado. O fato de estarmos vivendo este estado é porque as velhas fórmulas que um dia deram certo não fazem mais sentido, caducaram e precisam ser urgentemente transpostas e superadas.

O momento de transformação tantas vezes anunciado não pode mais ser adiado, tem que ser vivido agora.

Alguns já viveram suas vidas em uma nova consciência, desde milhares de anos atrás. Muitos, conscientes do significado da vida não aceitam mais viver, hoje, de acordo com velhos paradigmas e buscam com sinceridade viver suas vidas com alegria, de acordo com um novo propósito. Vamos vivê-lo agora.

A história humana, desde o homem primitivo até hoje é história de crise e superação. Hoje é o momento de olhar o passado e ver sem julgamentos que tudo o que foi vivido, que embora hoje nos pareça cruel, foi necessário para a sobrevivência humana. A humanidade precisava sobreviver materialmente e o cérebro humano alcançou os diversos estágios suficientes para tanto.

Hoje é chegado o momento de consciência da totalidade humana. Temos um novo cenário e estamos dotados de um cérebro capaz de acessar estados superiores de consciência e vivê-los no cotidiano. Não precisamos, como no passado, estar em alerta para acionar mecanismos de reação para enfrentar feras traiçoeiras; não precisamos combater tribos vizinhas para se apoderar de terras férteis. Não precisamos nos apoderar de provisões para anos infindáveis, não precisamos nos fechar em clãs ou em famílias patriarcais. O homem não precisa se lançar a uma luta diária mortal para alimentar sua prole. A todos esses fantasmas tenebrosos do passado a inteligência humana enfrentou e venceu com habilidade e maestria.

O que aprendemos está impresso em nossas células, para o bem e para o mal. Precisamos aprender a desaprender o que aprendemos durante esses milhões de anos e que causa o mal que aí está: medo, corrupção, violência, conflito, separatividade. Desaprender a separatividade é ver no outro um que é como nós. É aprender a partilhar, permitir, agir fundamentado no ser interior, com fé na potencialidade infinita do ser humano e ser feliz.

Nova consciência é vida. Nova consciência é energia. Nova consciência é autoconhecimento. Nova consciência é compromisso. Nova consciência é realização pessoal. Nova consciência é partilhar. Nova consciência é alegria. Nova consciência é liberdade. Nova consciência é amorosidade. Nova consciência é o mundo para todos.

Os autores, Manoel Carlos Rubira e Ana Maria S. B. Rubira, são, respectivamente, orientador de vida e facilitador espiritual - e-mail: manoelrubira@hotmail.com; escritora e biógrafa - e-mail: narubia7@hotmail.com

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