São Paulo - Os metroviários de São Paulo decidiram em assembléia na noite de ontem manter a greve que começou à 0h de ontem. Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) entre representantes do Metrô e do Sindicato dos Metroviários terminou sem acordo. Os funcionários reivindicam participação nos resultados da companhia.
Durante a paralisação de ontem, ao menos 1,2 milhão de pessoas foram prejudicadas. Houve tumulto entre policiais militares e passageiros.
A Polícia Militar foi chamada para conter um tumulto provocado por passageiros que queriam entrar na estação da Luz (centro de São Paulo), integrante da linha 1-azul do Metrô, por volta das 18h de ontem.
De acordo com informações preliminares da PM, homens do 13.º BPM (Batalhão de Polícia Militar) tiveram de conter uma verdadeira multidão estimada em cerca de 1.000 pessoas que queriam acessar os bloqueios da estação. Ainda não se sabe se pessoas foram feridas no tumulto. A PM informou ainda que a entrada dos usuários foi limitada pelo Metrô.
Procurada, a companhia não soube dar detalhes do tumulto e o motivo pelo qual ele teria começado. A estação da Luz também dá acesso aos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O Metrô montou um esquema especial para manter em funcionamento a linha 1-azul e parte da linha 2-verde do Metrô. A estimativa é que ele deverá atender o equivalente a 60% de toda demanda do sistema, segundo estimativas da direção da companhia. Com isso, cerca de 1,2 milhão de passageiros não foram atendidos ontem, já que diariamente são transportados perto de 3 milhões de usuários.
Durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) realizada na tarde de ontem, o procurador do trabalho Sidnei Alves Teixeira solicitou que a multa diária de R$ 100 mil pela greve do Metrô seja aplicada apenas ao Sindicato dos Metroviários.
Multa
Durante audiência no TRT-SP, o procurador do trabalho Sidnei Alves Teixeira solicitou que a multa diária de R$ 100 mil pela greve do Metrô seja aplicada apenas ao Sindicato dos Metroviários.
Se os metroviários mantiverem a greve, a operação emergencial deverá se repetir hoje. A liminar concedida pela vice-presidente do TRT estabelecia que 85% dos serviços deveriam ser mentidos. Em caso de descumprimento, os efeitos recairiam sobre o Metrô e o sindicato.
O que o procurador solicitou é que apenas os metroviários sejam punidos, uma vez que a direção da Companhia do Metropolitano, o Metrô, realizou um esquema especial para manter parte do sistema em funcionamento.