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Greve na Capital prejudica até usuário que tentava fugir de crise em aeroporto

Folhapress
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São Paulo - A greve do Metrô de São Paulo causou transtornos aos usuários e confusão sobre rotas alternativas. Durante todo o dia, funcionários do Metrô permaneceram na entrada das estações que funcionavam e responderam às mesmas perguntas. “Dá pra pegar a linha vermelha? E como eu faço pra achar um ônibus aqui?” Nancy dos Santos, 50 anos, era uma das passageiras “perdidas”.

Ela tentou embarcar na estação Barra Funda (linha vermelha), no final da manhã, mas se deparou com as grades fechadas. “Peguei três conduções até chegar aqui. Agora vou precisar de mais dois ônibus para chegar ao serviço, mas não sei bem qual eu tenho que pegar.”

Na mesma estação, o comerciante Paulo Brandão, 54 anos, queria seguir até o centro da cidade. Ele chegou do interior do Estado no final da manhã, sem saber da greve. “Soube quando bati com a cara na bilheteria. Vou de táxi, fazer o quê? Escapei do aeroporto e caí em outra armadilha”, afirmou.

O atraso causado pela paralisação de parte da linha verde deu prejuízo para o professor de natação Osman Nogueira, 23 anos.

Às 12h15, ele ainda não tinha descoberto qual ônibus poderia levá-lo da estação Clínicas à Vila Madalena (linha verde). Como iria chegar atrasado para a aula das 13h, seria substituído. “O pagamento da aula que eu ia dar vai para o professor substituto”, disse.

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