Diyala - Um carro-bomba atingiu um posto policial iraquiano e deixou um saldo de 13 mortos ontem, segundo a polícia local. O ataque aconteceu na Província de Diyala. Neste mesmo dia, o primeiro-ministro do país, o xiita Nouri al Maliki, pediu ao bloco sunita Frente de Acordo que reavalie sua decisão de deixar o governo.
Anteontem, três ataques com carros-bomba em Bagdá deixaram ao menos 73 mortos, informou a polícia. Os atentados ocorrem depois de um curto período de relativa calma na capital, que muitos estavam atribuindo ao aumento no número de soldados dos Estados Unidos nas ruas da capital iraquiana.
Na mesma região do atentado de ontem, o Exército americano matou o líder da rede terrorista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al Zarqawi, no ano passado. A área é um foco da ofensiva americana e recebeu muitos dos reforços de tropas enviados ao país pelos Estados Unidos recentemente.
Os americanos afirmam que a área tem uma afluência de membros da Al-Qaeda vindos de Bagdá e da Província de Anbar como resultado das ofensivas americanas e a revolta de membros tribais. O escritório de Maliki anunciou que estará em permanente contato com a sunita Frente de Acordo, mesmo após a decisão do grupo de retirar seis ministros do governo anteontem.
A ação do bloco sunita representa a segunda retirada do governo de “unidade nacional” de Al Maliki. Cinco ministros leais ao clérigo radical xiita Moqtada al Sadr deixaram o governo em abril para protestar contra a relutância do premiê em anunciar um cronograma de retirada das tropas dos Estados Unidos do Iraque. “Cremos que o diálogo e o entendimento são os melhores meios para encontrar soluções para todo tipo de problema e fazer frente aos obstáculos no processo político nestes momentos críticos pelos quais passa nosso país”, disse Maliki.
A polícia iraquiana encontrou um menino chorando, mas sem ferimentos, ao lado dos corpos de seus cinco irmãos ontem. Os irmãos do garoto, cuja idade está entre seis e sete anos, foram assassinados com tiros na cabeça e tinham as mãos atadas. Aparentemente eles são vítimas de um esquadrão da morte sectário.
Os irmãos foram seqüestrados anteontem enquanto se dirigiam para casa, no distrito de Al Rashaad, a 40 quilômetros sudoeste de Kirkuk, no norte do Iraque. A polícia não informou por qual razão o menino teria sido poupado.
Em Tikrit, soldados americanos descobriram uma cova coletiva no domingo na cidade de Muhbabiya, na Província de Diyala. Haviam ao menos 17 corpos, incluindo de mulheres, crianças e idosos. Os mortos eram aparentemente sunitas. Moradores da localidade culparam membros da Al-Qaeda.
Um civil xiita que trabalhava no Ministério da Cultura foi assassinado e seu filho seqüestrado por homens armados em sua cada no bairro de Hadi al Mayaki, no sul de Bagdá. Um policial encarregado de vigiar as instalações de energia elétrica em Kut (a cerca de 175 quilômetros ao sul de Bagdá) foi morto, disse o tenente Ali Hussein.