Bairros

Apeoesp mobiliza professor para greve

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Representantes dos professores da rede estadual de educação de Bauru se reúnem hoje para dar seqüência às discussões sobre o movimento de greve previsto para ocorrer neste mês em todo o Estado. No encontro, estarão presentes representantes de escolas de Bauru e região. Mais de 60 pessoas são aguardadas.

“Essa reunião é bimestral e faz parte do calendário normal de atividades. Além das discussões habituais, serão debatidas também diretivas para o movimento que está sendo organizado para o mês de agosto”, explica Suzi da Silva, diretora etadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) em Bauru. O início da paralisação está programado para o dia 24 deste mês, e dependerá da força que o movimento alcançará até lá, de acordo com o número de adesões.

Na última quarta-feira, representantes do Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo), do Centro do Professorado Paulista (CPP), do Sindicato dos Funcionários e Servidores da Educação do Estado de São (Afuse) e da Apeoesp decidiram aderir ao movimento. O Sindicato de Supervisores do Magistério no Estado de São Paulo (Apase) também participa da mobilização.

Em 27 de julho, as direções de todas as regiões do Estado estiveram em São Paulo em uma reunião ampliada para definir o calendário de mobilização e organização da greve. De acordo com a diretora estadual da Apeoesp-Bauru, a paralisação já estava programada para o segundo semestre em razão do retrocesso nas negociações com o governo estadual ocorridas no primeiro semestre.

A programação para o mês de agosto se encerrará no próximo dia 24, data marcada para o início da greve, com um ato público na Praça da Sé, em São Paulo. “É um ato unificado das entidades da educação e pretendemos levar o máximo de representantes da região”, afirma Suzi.

Para isso, de 6 a 17 deste mês as entidades visitarão as escolas para conversar com professores, diretores, supervisores e funcionários sobre a importância de integrar o movimento para conquistar melhores condições de trabalho. No dia 21 haverá um ato público na Praça Rui Barbosa, em Bauru, às 16h.

Reivindicações

As principais reivindicações da categoria são: piso de R$ 1.668,00 mensais por 24 horas trabalhadas na semana, de acordo com o estabelecido pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); redução do número de estudantes por sala de aula para, no máximo, 35 alunos; alteração do plano de carreira; redução da jornada de trabalho sem redução de salário; limitação no número da hora aula (de 1 hora para 50 minutos) e incorporação das gratificações com extensão aos professores aposentados.

O movimento em Bauru está colhendo assinaturas a fim de solicitar ao governador um encontro com as entidades para negociação salarial e educacional. O documento será protocolado no Palácio dos Bandeirantes e na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. As entidades também pretendem protocolar no escritório do deputado Pedro Tobias (PSDB) um pedido de apoio ao movimento.

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que não irá se manifestar até ser oficialmente comunicada sobre a greve. No entanto, adiantou que todas as reivindicações encaminhadas à secretaria serão analisadas.

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