São Paulo - As companhias aéreas afirmam ter dúvidas sobre o conceito dos vôos ponto a ponto - com origem ou destino no mesmo aeroporto - e sobre o número de slots - espaços para pousos e decolagens - no Aeroporto de Congonhas quando a pista principal for reaberta com grooving (ranhuras).
Representantes das empresas se reuniram ontem com diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) para debater as resoluções do Conselho de Aviação Civil (Conac), que deverão ser implementadas nos próximos meses.
O Conac determinou, entre outras coisas, a redistribuição das autorizações de vôos de Congonhas, para restringi-las a vôos diretos ponto a ponto, para que o aeroporto não seja mais ponto de distribuição, conexão e escala.
“Estamos discutindo o que se entende por escala, hub - centro de distribuição de vôos -, no fundo tudo impacta o passageiro. Se a malha ficar mais ineficiente existe uma tendência de ter um custo maior e isso invariavelmente ser repassado”, afirmou o presidente da Trip, José Mário Caprioli dos Santos.
A empresa, que tem uma frota de dez aviões, e se encaixa no conceito de empresa regional já que opera vôos para 34 cidades das regiões Norte e Centro-Oeste.
Já o vice-presidente de Planejamento da TAM, Paulo Castelo Branco, afirmou que ainda é prematuro para se tratar de reajuste de tarifas. “Existe uma definição necessária que será feita sobre o número de slots de Congonhas tão logo a pista seja aberta com grooving. Nenhuma dessas questões está fechada. Não há como se estabelecer aumento de tarifas se não há definição da malha”, disse.