Internacional

Congresso dos Estados Unidos aprova vigilância sem autorização

Folhapress
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Washington - O poder de vigilância do governo norte-americano ganhou força e legitimidade ontem, quando a Câmara de Representantes (deputados) aprovou por 227 votos a 183 que a Agência Nacional de Segurança intercepte comunicações entre pessoas nos EUA e no Exterior sem autorização judicial.

A medida fora aprovada pelo Senado na véspera, por 60 votos a 28. Apesar da forte oposição democrata, a medida ganhou força com alertas da Casa Branca de que novos ataques podem ocorrer no país.

“Proteger os EUA é a nossa obrigação mais solene’’, disse o presidente Bush. De acordo com a democrata Nancy Pelosi, a medida violenta a Constituição dos EUA. Grupos defensores de liberdades civis também se opuseram à legislação, que, segundo eles, abre brecha para que os cidadãos norte-americanos sejam vigiados.

A notícia veio no mesmo dia em que a rede terrorista Al-Qaeda divulgou um novo vídeo de uma hora no qual lista embaixadas americanas no Exterior e alvos dentro dos Estados Unidos como pontos primários para ataques, segundo reportagem de ontem da rede de TV CNN.

O vídeo mostra Adam Yahiye Gadahn, americano que pertence à Al-Qaeda, fazendo ameaças ao país. Richard Kolko, porta-voz do FBI, afirmou à CNN que investigadores estão analisando o vídeo para tentar descobrir a localização atual de Gadahn, conhecido como o Americano. Ele disse, no entanto, que a ameaça de ontem não contém nenhuma novidade.

A CNN afirmou que Gadahn foi indiciado em outubro último por traição e oferecer apoio material para o terrorismo. A rede de TV disse que ele é o primeiro americano acusado por traição desde a Segunda Guerra Mundial.

Azzam cresceu na Califórnia e se converteu ao islamismo em meados dos anos 1990. Ele se mudou então para o Paquistão. Desde outubro de 2004, Azzam já apareceu em ao menos sete vídeos da Al-Qaeda, nos quais ele fala em inglês e elogia a rede terrorista.

Gadahn está na lista dos criminosos mais procurados dos EUA pelo FBI. Há uma recompensa de US$ 1 milhão por informações que levem à sua captura.

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