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Humorístico ‘Toma Lá, Dá Cá’ mostra confusões de duas famílias cariocas

Por Alessandro Reis | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Pouco mais de cinco anos após o término do bem-sucedido “Sai de Baixo”, a Globo volta a exibir hoje um humorístico sobre relações familiares, gravado com platéia e ambientado em um condomínio. Com Miguel Falabella e Marisa Orth, estréia “Toma Lá, Dá Cá”, que vai ao ar após “Casseta & Planeta Urgente”, no lugar de “A Diarista”.

Diferentemente de “Sai de Baixo”, o novo seriado é ambientado em um condomínio carioca na Barra da Tijuca, em vez do paulistano largo do Arouche. Os personagens também são integrantes da classe média, mas desta vez pertencem a duas famílias vizinhas de porta, que acabam se “misturando” em uma só nas relações cotidianas. A trama gira em torno da troca de casais: Mário Jorge (Falabella) é um corretor de imóveis, casado com a dedicada dona-de-casa Celinha (Adriana Esteves) - ex-mulher do dentista Arnaldo (Diogo Vilela), que mora em frente. Arnaldo, por sua vez, é marido da também corretora Rita (Marisa Orth), que se divorciou de Mário Jorge.

Os casais têm filhos, que transitam entre os dois apartamentos. Completam o elenco uma avó que se recusa a envelhecer, uma síndica autoritária e uma diarista que atende ambas as famílias. A trama também terá participações especiais de atores como Marília Pêra e Otávio Augusto.

Miguel Falabella, autor do programa com Maria Carmem Barbosa, define sua criação: “É uma linguagem totalmente diferente de ‘Sai de Baixo’, que privilegiava os atores e deixava o texto em segundo plano. ‘Toma Lá, Dá Cá’ não tem aquele clima circense de muito improviso, é ensaiado como no teatro e mais fiel ao texto”.

Para Diogo Vilella, a nova atração prioriza o conjunto. “Esse seriado é mais parecido com ‘TV Pirata’. Tem mais crítica e ironia, em vez de talentos individuais”, diz. Outra semelhança com “Sai de Baixo” é o fato de o seriado ser gravado com platéia. O som das risadas entra na edição, porém, o público não é exibido. “A reação é espontânea e sem claque. Mas evitamos mostrar a platéia para não desviar o foco”, afirma Mauro Mendonça Filho, diretor do programa.

Os episódios vão fazer graça com temas da atualidade, como o Pan do Rio e a crise aérea. Em um dos capítulos, Copélia (Arlete Salles), a mãe de Celinha, tem caso com um atleta dos Jogos Pan-Americanos. “Para Copélia, o prazer vem em primeiríssimo lugar. Estou muito feliz com essa minha volta à TV”, comemora Arlete.

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