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Mulheres conseguem doar até cinco litros de leite materno por semana

Da Redação
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A retirada do leite humano leva, em média, apenas 45 minutos, mas pode salvar a vida de uma criança. Esse líquido precioso ajuda a aumentar a imunidade do organismo e prevenir contra doenças não só recém-nascidos, mas também crianças mais velhas que, por vários motivos, não podem ser amamentados pela mãe.

Por isso, ele é considerado um verdadeiro remédio pelo Banco de Leite Materno de Bauru, que recebe doações e faz a distribuição mediante receita médica. E há mulheres que, além de amamentar o próprio filho, conseguem doar até cinco litros do leite por semana.

Em média, o Banco de Leite mantém 30 doadoras. A maioria delas doa de um a cinco litros por semana, e o leite é distribuído entre hospitais – para bebês internados - e para crianças que, mesmo em suas casas, precisam do alimento.

Ao todo, a unidade tem 24 receptores, entre Bauru e região. “Nunca sobra para estocar. O que recebemos já usamos em um ou dois dias”, explica Adriana Karina de Oliveira, responsável pelo controle do estoque.

“Eu dôo em solidariedade, sabendo que estou fazendo o bem. Faz bem para mim e para a pessoa que vai receber também”, acredita a mamãe Aline Carvalho de Melo Martins, que faz doações semanais há seis meses, desde que sua filha nasceu. Ela chegou a doar até cinco litros de leite por semana. “Precisa tirar porque, caso contrário, dá febre, empedra e a criança não consegue mamar”, explica o pai preocupado, André Chistovão Martins.

Para ser uma doadora, é preciso obedecer algumas condições como não consumir álcool, cigarro, drogas e medicamentos. A mulher fica impedida de doar se estiver doente ou com as mamas inflamadas. Também é possível guardar leite para que o próprio filho possa usufruir do alimento depois de alguns meses. Para isso, o leite materno deve ser levado ao Banco de Leite nas condições exigidas para que o produto seja pasteurizado e possa ser conservado congelado por até seis meses.

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Organismo resistente

O inverno é a estação que mais amedronta as mães frente à possibilidade de verem seus filhos com doenças comuns em épocas de frio, como gripes e resfriados. Para Tânia da Silva, mãe de Gustavo, 6 anos, essa é uma época ainda pior. O garoto tinha infecções e gripes recorrentes, mesmo tomando medicamentos, e tempo frio era certeza de noites em claro. “Passava um ventinho lá no Japão e ele já estava gripado aqui”, diz a mãe, Tânia da Silva.

Mas o leite humano ajudou Gustavo a passar por esse inverno sem medo das dores. Um exame de sangue mostrou que o problema do garoto era a falta de anticorpos: ele possuía o índice de imunoglobulina A ( IgA) 14, quando o normal é 20. Depois de obedecer a indicação médica e tomar o leite humano, o índice de IgA subiu para 123. “Além de não ter ficado mais doente, até o apetite dele abriu”, conta a mãe, aliviada. “Já tinha tentado de tudo. Foi uma bênção, graças a Deus”.

Vilma dos Santos de Souza também precisou do auxílio de outras mães para cuidar de seu filho Gabriel, 1 ano. Ele nasceu prematuro e sua baixa imunidade propiciava gripes e até pneumonias. Um litro de leite humano por semana foi o suficiente para fortalecer o seu organismo. “Graças ao leitinho delas, ele está bem agora. Que outras mães doem também”, pede Vilma.

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