Ninguém desconhece que o sentimento de afeto, de amor, está cada vez mais encurralado entre as multidões solitárias por todo mundo. Tal fato é extremamente entristecedor, uma vez que o acelerado crescimento da globalização é inversamente proporcional à afetividade amorosa entre as pessoas.
Dificilmente pode-se encontrar, pelos grandes centros urbanos ou em qualquer canto do planeta, algum apaixonado recitando poesias à sua amada ou ate uma simples frase de amor, de carinho. Os grandes desenvolvimentos dos centros urbanos vêm criando um abismo sentimental entre as pessoas tornando muito raro o encontro verdadeiro.
Somam-se a tudo isso os distanciamentos familiares, que tornam as pessoas confiantes somente de si mesmas, sozinhas num mundo capitalista, de competição, individualista, rotineiro, ficando sem nenhuma possibilidade de estabelecer vínculos sentimentais. Mas há de se mencionar que apesar de toda essa frieza entre as pessoas ainda há, mas em pequena freqüência, relações amorosas verdadeiras, como as de antigamente.
Por tudo isto, fica evidenciado que o mundo sofre uma carência considerável de relacionamentos sinceros. A grande globalização não dá ouvidos ao sentimentalismo, é mister que as pessoas larguem um pouco do mundo civilizado e passem a cuidar mais de si mesmas, a dar mais valor ao próximo, trazendo de volta grandes histórias, como a de “Romeu e Julieta”, e também um mínimo de afeto a sociedade.
Álvaro José Gabriel Dalcin - estudante