Turismo

Neve na América

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 3 min

Agosto e setembro. Dois meses especiais para quem quer visitar as estações de esqui da América do Sul, sem tumulto, com neve em quantidade suficiente e bons preços. Devido ao frio cortante que assola o Hemisfério Sul, as estações continuam com excelente qualidade de pistas, perfeitas para oferecer em um mundo branco mordomia total.

Ao contrário do bate-queixo comum quando esfria nas cidades brasileiras não preparadas para um inverno intenso, dentro desses redutos privilegiados o clima é quente, aconchegante. Chega até mesmo a dar calor, dependendo de como os termômetros estão regulados.

Por isso não cometa o erro de somente levar na bagagem casacões, meiões de lã e moletom. Adicione no espaço alguma malha leve, porque dentro dos quartos e dos salões a temperatura gira em torno de 27ºC. Frio e flocos de neve? Só lá fora!

Além dos esportes de frio, essas estações aliam diversão e o melhor da gastronomia portenha e chilena – congrio, salmão, chuleta com papas fritas - E dão direito, logo na chegada, de uma bela taça do melhor vinho da região, um drinque de “pisco sour” feito com aguardente local de uva ou uma caneca de chocolate quente.

Além do carinho de cães São Bernardo, aluguel de equipamentos novíssimos para o deslize suave, a paparicação de garçons atenciosos e irresistíveis festivais temáticos e de cinema “cult”, algumas estações de esqui lembram um grande navio. Outras, uma vilinha simpática. Esses locais têm centenas de quartos finamente decorados, contam com vários bares e restaurantes, salões de leitura, “lan house”, pistas de dança e até mesmo spas.

Se sentir saudade de casa, basta ir à sala de TV e sintonizar a Globo Internacional. Meia hora após Willian Bonner se despedir de Fátima Bernardes no maior clima, você saberá de tudo o que ocorre na terra brasilis e sobre o caos dos aeroportos. Por isso, embora as férias de julho sejam coisa do passado, ainda é tempo de curtir a neve nesses locais selecionados e que ficarão abertos até outubro.

As badaladas estações de Las Leñas, Chapelco e Bariloche (na Argentina) e de Portillo, Vale Nevado, Chillán e Pucón (no Chile) estão em plena temporada, recebendo famosos que posam para revistas de variedades e gente comum em busca de adrenalina, aconchego e boa mesa.

Cada estação tem seu diferencial. Bariloche é um agito só, especial para quem quer comprar chocolate e badalar. Pucón une esporte de neve à beleza singular do vulcão Villarica, visto de qualquer ângulo. Já Portillo é o endereço de quem exige profissionalismo em patins e gastronomia requintada.

Todas as agências de viagens da cidade vendem pacotes com aéreo para as estações de esqui, com preços a partir de US$ 1.000, mas é bom investigar o que está embutido no preço. Em alguns casos a acomodação é fora do prédio principal, nem todas as refeições estão inclusas ou o aluguel dos equipamentos é à parte.

Falando neles, uma dica: as botas de esqui realmente são muito pesadas por conta do material de que são feitas e dos ganchos de metal. Por isso o segredo para suportá-las e não machucar os pés é usar meias grossas até os joelhos. Já para carregar os esquis não há consolo. Procure uma estação em que os meios de elevação sejam próximos da sede, tornando a “viagem” mais rápida e leve, literalmente.

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