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Cai o índice de mortalidade infantil

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Em 2006, nenhuma criança de Bauru morreu de pneumonia ou diarréia antes de completar 1 ano. A redução de mortes evitáveis, como nesses dois casos, derrubou o índice de mortalidade infantil de Bauru para 11,9 mortes a cada mil nascidos vivos. Em 2005, esse coeficiente foi de 13,1. O índice considerado adequado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de menos de 10 casos, o que só aconteceu na cidade em 2004.

Dados divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Saúde dão conta que em 2006 São Paulo atingiu menor nível de mortalidade infantil da história. No ano passado, em todo Estado, o índice ficou em 13,28 óbitos por mil crianças nascidas vivas, índice 21,7% menor que em 2000, quando a taxa era de 16,97.

Heloísa Ferrari Lombardi, presidente do Comitê de Mortalidade Materna e Infantil de Bauru, destaca que entre as pactuações do município com o Sistema Único de Saúde (SUS), uma das principais é a redução da mortalidade infantil. Para isso, um dos índices a serem reduzidos é a mortalidade por pneumonia e diarréia. Em 2006, não houve registro de morte de crianças com menos de 1 ano causada por esses dois males. “A diarréia, por exemplo, caiu bastante por conta da abrangência do saneamento básico em Bauru”, avalia .

Lombardi destaca que a redução verificada m Bauru se deve à intensificação dos programas de atenção à gestante e ao bebê. “Buscamos uma melhoria constante no pré-natal e em programas para as crianças que estão nesse período mais frágil”, observa a dirigente. Para Lombardi, o incentivo ao aleitamento materno e o trabalho desenvolvido pelo Banco de Leite Humano em Bauru são essenciais para a redução da mortalidade infantil. As campanhas de imunização e o programa Defesa da Vida também são apontados pela dirigente como responsáveis pelos bons resultados atingidos por Bauru.

Dos 645 municípios paulistas, 247 apresentaram índice de mortalidade infantil inferior a dois dígitos, nível comparado aos de países desenvolvidos da Europa. Nenhuma região do Estado apresentou taxa superior a 18.

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