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Sindicato dos Bancários faz velório e sepultamento simbólicos da Gerel

Da Redação
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Em mais um protesto contra o fechamento da Gerência Regional de Logística (Gerel) do Banco do Brasil (BB) em Bauru, o Sindicato dos Bancários fez ontem velório e sepultamento simbólicos do órgão, responsável pelo suporte das agências bancárias da instituição. A manifestação começou em frente ao prédio do BB localizado na quadra 7 da rua 1.º de Agosto, onde funcionava a unidade, passou pela avenida Rodrigues Alves e terminou com o “caixão” da Gerel sendo deixado no Cemitério da Saudade - de onde foi retirado depois.

Com o fechamento da unidade, que funcionava há 30 anos em Bauru, 50 funcionários perderam o emprego e outros 100 trabalhadores - incluindo estagiários - foram transferidos ou aderiram ao plano de demissão voluntária (PDV) oferecido pelo banco, segundo informações do diretor do sindicato Paulo Tonon.

“O Sindicato dos Bancários sempre esteve ao lado da Gerel e seus trabalhadores, travando várias lutas para evitar este óbito precoce. O falecimento se deu devido a postura gananciosa do governo Lula e da direção petista do Banco do Brasil, que tiveram a iniciativa de reestruturar o banco para ampliar ainda mais seu lucro bilionário. Ainda lamentamos a postura da Prefeitura Municipal de Bauru, que em troca de recursos, retirou-se da luta contra o fechamento da Gerel”, destaca a direção da entidade em nota distribuída à imprensa.

De acordo com Tonon, apenas dois funcionários ainda permanecem na unidade, que deve ter suas atividades definitivamente encerradas até o final deste mês. A informação sobre o possível fechamento da Gerel em Bauru foi divulgada pelo Jornal da Cidade no início de maio deste ano, quando o BB ainda não havia feito o anúncio oficial .

Depois disso, várias ações ocorreram na cidade na tentativa de impedir o fechamento da unidade, incluindo a formação de uma comitiva montada com o apoio do Grupo Cidade para discutir o assunto. O deputado federal José Paulo Tóffano (PV), integrante da Comissão de Desenvolvimento Urbano do Congresso, e o vereador Primo Mangialardo (PV) chegaram a se reunir em Brasília com a diretoria responsável pelas gerências regionais de logística do Banco do Brasil, mas a instituição financeira não cedeu.

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