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Autoridades investigam a morte de brasileiro nos Estados Unidos

Folhapress
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Rhode Island - Autoridades dos EUA investigam a morte de um brasileiro de 34 anos, preso no Estado de Rhode Island na tarde do último dia 7, depois de cometer uma infração de trânsito.

Segundo a polícia da região, havia uma ordem de deportação por imigração ilegal contra Edmar Alves Araújo.

Familiares afirmam que Araújo morreu porque a polícia norte-americana se recusou a repassar remédios de uso controlado que o brasileiro tomava diariamente para epilepsia. Ele teria passado mal na prisão e foi levado a um hospital, onde morreu horas depois.

A porta-voz da Agência de Imigração e Alfândegas dos EUA, Paula Grenier, confirmou que Araújo morreu nesta semana sob custódia do governo federal, mas não comentou as acusações da família do brasileiro sobre a medicação.

O chefe de polícia de Woonsocket, Michael Houle, disse que Araújo nunca pediu para tomar medicamentos. Pela lei americana, um preso que precise de remédios deve ser levado a um hospital para avaliação médica. Segundo Houle, o brasileiro falava inglês bem.

Irene Araújo, irmã do brasileiro, diz que ao receber um telefonema sobre a prisão, levou a medicação, Gardenal, à delegacia. Os policiais, afirma Irene, recusaram-se a aceitar o remédio.

“Eu disse a eles que Edmar precisava da medicação, tentei explicar que ele sofria de problemas com convulsões. Meu irmão não podia passar nem um dia sem os remédios”, diz.

No dia seguinte à prisão, ainda de acordo com a irmã, um amigo teria tentado mais uma vez levar o medicamento, e soube que Araújo morrera.

Segundo Paula Grenier, o governo vai investigar a denúncia de negligência policial da irmã de Araújo. “O bem-estar dos presos é uma preocupação primordial”, afirmou a porta-voz.

O brasileiro vivia ilegalmente nos EUA desde 2002 - trabalhava num posto de gasolina e fazia bicos de pintor. Ele deixa um filho de 13 anos, que mora na Itália. Araújo vivia em Milford, Estado de Massachusetts.

Irene, a irmã, diz que o brasileiro enviava dinheiro à mãe, de 65 anos, que vive no Brasil. "Ele sustentava nossa mãe", afirma.

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