Os restaurantes que utilizam sistema self-service normalmente oferecem uma gama diversificada de alimentos. Estão lá o arroz, feijão, macarrão, salada e várias opções de carnes, seja de peixe, frango, suína ou bovina. Nesse particular, o cliente geralmente encontra carne assada, grelhada e frita. Adivinhe qual delas é a mais consumida. “O pessoal prefere as frituras”, revela Daniel Contieri Rolim, 25 anos, gerente de um restaurante na rua 1º de Agosto, no Centro.
Segundo ele, cerca de 65% das carnes consumidas no restaurante são fritas. O restante é grelhada e cozida. Além da carne, é grande também a saída de batata frita, quibe, banana frita, batata doce frita e outros pratos ricos em gordura. O estabelecimento também vende marmitex. O consumidor pode escolher o tipo de carne que quer levar. “Em 90% dos casos, eles não trocam a carne frita por nenhuma outra opção”, diz o gerente.
Na casa de Viviane Alves Pinto, 22 anos, são consumidos cerca de cinco litros de óleo por mês, ou seja, é mais de um litro por semana. A situação fica ainda mais exagerada se for levado em consideração que ela reutiliza o óleo quando frita batata ou frango. “Quando eu vejo que o óleo ainda está limpinho, uso de novo”, conta.
Segundo ela, todo dia tem fritura em casa. Quando não é a panceta, é o toucinho, ou a bisteca, a batata, o ovo, o peixe, a salsicha, etc. “É mais prático e rápido. Além disso, meu marido adora”, diz Viviane, justificando o uso de tanto óleo em casa.
Já o universitário Jeferson Martins Felício, 21 anos, aboliu as frituras de seu dia-a-dia e diz que não sente falta. “Perdi a vontade”, comenta. No começo, ele diz ter sido muito difícil resistir às tentações de uma batata frita, de um bife ou coxinha, mas com o tempo aprendeu a substituí-los por alimentos mais saudáveis.
Ele está no quarto ano de educação física, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, e atribui grande parte do desejo de deixar as frituras de lado ao curso. “Senti que os resultados, na parte física, melhoraram quando optei por uma alimentação mais saudável.”
Além da fritura, ele diz ter abolido também, quase totalmente, os doces. “Geralmente, como só nos fins de semana e em quantidade bem pequena”, comenta. Com essa atitude, Felício diz ter influenciado toda a família. Além dos pais, ele tem ainda um irmão. Todos diminuíram o consumo de frituras e passaram a consumir mais alimentos assados ou grelhados.