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Crise eleva atratividade de fundos, dizem analistas

Folhapress
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São Paulo - A turbulência que tem sacudido o mercado financeiro nas últimas três semanas deu novo alento aos fundos DI. Categoria de investimento líder em saques no ano, os fundos DI viram sua rentabilidade crescer no período dessa recente crise e acabaram por atrair novos recursos para suas carteiras.

Um dos reflexos da turbulência internacional foi a elevação dos juros futuros brasileiros. Como as carteiras dos DI carregam muitos papéis pós-fixados, a rentabilidade oferecida cresceu nas últimas semanas.

Os títulos pós-fixados acompanham a oscilação de índices e taxas - como os juros futuros - para definir o retorno que os investidores receberão.

Entre os dias 24 de julho e 8 de agosto, os fundos DI registraram captação líquida positiva (a diferença entre os recursos sacados e depositados) de R$ 906,1 milhões, perdendo apenas para os fundos de ações, que captaram R$ 1,6 bilhão.

Antes das recentes turbulências, os juros futuros estavam em queda, o que vinha diminuindo a atratividade dos fundos DI. Tanto que a categoria vinha sofrendo pesados saques nos últimos meses, o que fez com que sua captação anual ficasse negativa em R$ 13,32 bilhões - o segmento que mais perdeu recursos no ano.

Nesse período de crise, os DI aparecem como destaque de rentabilidade, que ficou acumulada em 0,484%. Apenas os fundos cambiais, que acompanham a oscilação do dólar, tiveram retorno mais elevado no período, de 2,322%. Os dados são do site Fortuna.

O mercado financeiro global passou a sofrer oscilações mais pesadas e constantes a partir do dia 24 de julho. O epicentro dos solavancos, que ainda não encontraram seu fim, se originou na crise de solvência vivida no segmento de crédito habitacional americano de maior risco, chamado de “subprime”.

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