Geral

Após 11 anos, DI 3 ganha rede de esgoto

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

As empresas com sede no Distrito Industrial (DI) 3, inaugurado no ano1996, não precisam mais captar e armazenar seus próprios dejetos. Ontem, o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Bauru deu início ao funcionamento da Estação Elevatória de Esgoto (EEE) do bairro.

Com a inauguração da obra, as fossas até então utilizadas pelas empresas do distrito ficam aposentadas. Com isso, diminui-se o risco de infiltrações no solo e contaminação dos lençóis freáticos (águas subterrâneas).

Outro fato de destaque na obra, que custou R$ 270 mil (R$ 216 mil em verbas do Estado e R$ 54 mil financiados pelo DAE), é que o esgoto gerado pelas indústrias da região, ao invés de ser lançado num afluente do rio Batalha por meio da força da gravidade (opção mais simples e menos onerosa), é bombeado até um poço no Núcleo Fortunato Rocha Lima e de lá escorre até o rio Bauru.

O curso de água que corta a cidade é alvo de um grande projeto de despoluição da prefeitura. Os esgotos depositados ali, futuramente, cairão na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa. Em 2013, estima-se que todos os rios da cidade estejam livres de poluição, caso seja cumprido o cronograma acordado com o Ministério Público.

O Distrito Industrial 3 não abriga tantas empresas como poderia. Mas segundo o prefeito Tuga Angerami, a estação elevatória, além de trazer benefícios de saneamento, pode atrair indústrias ao local. “O empreendedor se instala nas localidades onde os índices de qualidade são melhores e mais atrativos. E esta obra certamente irá refletir nisso”, afirma.

No entanto, um ponto que pode barrar o desenvolvimento do setor industrial no local é a falta de asfalto em alguma vias. De acordo com o prefeito, algo que pode ser resolvido de forma até fácil após a aprovação do projeto de asfalto comunitário, que precisa ser autorizado pela Câmara. “As melhorias não podem acontecer de uma vez. Elas estão sendo feitas por etapas e respeitando as finanças do município. Mas quanto ao asfalto, já existem grupos de empresas interessadas em adotar ruas para pavimentação”, revela Tuga, com a chancela de Walace Sampaio, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.

O DAE já opera quatro EEEs: no Fortunato Rocha Lima, no Núcleo Leão 13, Granja Cecília e no Jardim Vitória. A capacidade de bombeamento da unidade do Distrito Industrial 3 é de 30 metros cúbicos por hora, vazão prevista para 2 mil pessoas, considerando-se o número de lotes no bairro.

____________________

Aval da Cetesb

De acordo com o prefeito Tuga Angerami, tanto a licitação quanto a verba destinada à construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Núcleo Gasparini já estão certas. O que falta é o documento de autorização para início das obras, por parte da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb).

No início do mês, o prefeito e o presidente do DAE, José Clemente Rezende, estiveram em São Paulo para discutir a obtenção da licença junto ao diretor de Controle de Poluição Ambiental do órgão estadual. No entanto, ainda não existem datas previstas para a autorização.

Indagado a respeito da seqüência das obras de despoluição e da tarifa que levanta fundos para esse projeto, o prefeito afirma que tudo está caminhando no passo correto, sem que fiquem dívidas para gestões posteriores. No entanto, não nega que futuramente a taxa revertida para os projetos de despoluição, cobrada diretamente na conta, poderá se tornar perpétua.

“Isso é algo que provavelmente será discutido pelo próximo prefeito, em conjunto com o Legislativo e a população, como foi feito na ocasião do aumento da tarifa (que passou de 60% para 100%)”, avalia Tuga.

Comentários

Comentários