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DAE retira taboas da lagoa de captação do rio Batalha

Da Redação
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Um grande volume de taboa, planta aquática típica de manguezais, várzeas e brejos, está sendo retirado do rio Batalha na altura da estação de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Como a planta consome muita água e causa assoreamento do rio, a presença dela pode prejudicar o abastecimento da cidade e, por isso, é preciso retirá-la, explica José Brazoloto, diretor de Produção e Reservação do DAE, que calcula que cerca de 40 toneladas de taboa estão sendo retiradas diariamente do local com ajuda de uma draga.

“É um trabalho para prevenir que falte água nos meses de outubro e novembro, quando normalmente a temperatura sobe e o consumo de água, aumenta”, ressalta Brazoloto. O rio Batalha é responsável pelo abastecimento de 40% da cidade. O trabalho de retirada de taboa começou na terça-feira e a estimativa é prosseguir pelos próximos três ou quatro meses.

Por dia, estão sendo retiradas plantas aquáticas de uma área de aproximadamente 40 metros quadrados. O serviço é complexo: seis funcionários deslocam as taboas e o motor de uma retroescavadeira se incumbe de trazê-las à margem, para a retirada pela draga. Quando retiradas, as taboas deixam atrás ilhas de areia, que serão eliminadas pelas equipe do DAE. Altamente adaptável, a taboa se converteu em praga invasora de mananciais explorados para abastecimento. Com a retirada das plantas, a água da represa será poupada. Estudos revelam que, para sobreviver, a planta consome vários litros de água por dia.

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