Com o anúncio de que uma nova equipe está sendo formada em Bauru para disputar as principais divisões do basquete nacional, logo vêm à lembrança dos amantes do basquete do time duas vezes campeão paulista e uma brasileiro, Tilibra Copimax. Além de dar à cidade maior visibilidade, uma equipe nas principais divisões do basquete nacional também leva à população mais uma opção de lazer e uma identificação positiva com uma equipe esportiva.
Além disso, uma equipe forte também torna-se uma oportunidade de se colocar em prática o discurso de “esporte construindo cidadania”, muito lembrado durante os Jogos Pan-Americanos do Rio. Em um país com problemas sociais como o Brasil, o esporte pode ser um dos melhores caminhos para o jovem seguir em busca de uma vida melhor.
Um time profissional de basquete é um “espelho” para que muitos garotos iniciem a prática esportiva através das categorias de base. Um bom exemplo disso é o bauruense Thiago Oliveira Guilherme, de 20 anos, que na próxima semana embarca para os Estados Unidos, onde através de uma bolsa de estudos vai defender uma equipe universitária na terra do Tio San.
Incentivado a praticar basquete pelo sucesso do Tilibra Copimax, em 1998, o bauruense Thiago Guilherme, com 13 anos na época, entrou nas categorias de base da equipe e nunca mais largou o esporte. Em 2005, Thiago foi convidado a integrar a equipe juvenil do Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, onde foi campeão Paulista. No ano passado passou para a equipe principal, que chegou às finais do Estadual e do Nacional de basquete.
Thiago vai defender o time Seward Country Comunitty College da cidade Liberal, no estado de Kansas. Em contrapartida Thiago vai cursar administração de empresas e aprender a língua inglesa.
“Nas quartas-de-final do Brasileiro, quando jogamos (Paulistano/DixSaúde) contra o Minas/Pitágoras, tinha um técnico dos Estados Unidos que me viu jogando e gostou. Um amigo meu, que já tinha jogado nos Estados Unidos, comentou de mim e me chamaram para ir jogar lá. É um sonho ir para um país com uma estrutura melhor e que te dá todo incentivo para praticar o esporte”, explica Thiago.
Apesar de ter o sonho comum ao da grande maioria dos jogadores de basquete que é o de atuar pela NBA, Thiago acredita que o basquete brasileiro está dando a volta por cima. “Meu objetivo é melhorar meu basquete nos Estados Unidos para tentar entrar na NBA, mas como é muito difícil também vou tentar ir para a Europa ou até mesmo voltar a atuar no Brasil. Ainda mais agora que o basquete brasileiro está tentando voltar para as Olimpíadas, isso pode melhorar o nível do basquete brasileiro.”
Sobre a criação de uma nova equipe de peso em Bauru, Thiago relembra o seu início no esporte. “É muito bom o retorno de uma equipe forte em Bauru. É como aconteceu comigo na época do Tilibra. Se não existisse um time bom, eu não teria começado a jogar basquete. Então, tem muitos garotos que podem se espelhar na equipe e começar a jogar basquete. Como ainda não tem um “espelho”, tem crianças que querem começar a jogar basquete, tem talento e não jogam por que não tem motivação. Tem muito talento sendo desperdiçado”, alerta o jogador.
Nova equipe
A nova equipe de basquete que está se formando em Bauru tem no comando o ex-técnico do Tilibra Copimax e atual assistente técnico de Lula Ferreira na Seleção Brasileira, o Guerrinha. Em visita a Bauru, na semana passada, o treinador conversou com empresários e falou da implantação do projeto na cidade.
A GRSA (empresa de soluções em alimentação) fará o investimento maior no projeto pela nova equipe de Bauru. Porém, Luis Fernando Pires, representante da GRSA na reunião, afirmou que se mais empresas ajudarem, o projeto pode ser ainda melhor.
A Luso será a “casa” da nova equipe de basquete de Bauru. Segundo Antônio Carlos Azevedo dos Santos, diretor de esportes da Luso, a empresa patrocinadora da equipe vai repassar uma verba para a Luso reformar o ginásio e manter as categorias de base. “Vamos receber uma verba para manter as equipes menores de basquete e fazer algumas reformas na quadra. Temos um ginásio bem conservado mas precisamos trocar a iluminação e pintar as paredes”, afirma.