Internacional

Artista sintetizou inquietação

Folhapress
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Entre o fim da década de 40 e o início da seguinte, o sul dos Estados Unidos passava por mudanças. Atrasado em relação ao resto do país, esforçava-se para trocar a economia agrícola pela industrial, e a sociedade tentava adotar valores mais modernos.

“Os jovens começaram a sofrer algum desconforto, porque o novo modelo fazia com que se sentissem anônimos”, diz Michael Bertrand, professor de história da Universidade Estadual do Tennessee e autor do livro “Race, Rock and Elvis”, inédito no Brasil. “Elvis deu voz a essa geração e personificou o seu desejo de ser diferente.”

A estrutura comercial que administra a marca Elvis desempenhou papel fundamental na construção do mito, inegavelmente. “Mas, se o produto fosse ruim, marketing nenhum dava jeito. A música que ele fazia é fantástica, e seus trejeitos é que estão impressos nos lembranças vendidas nas lojinhas de Graceland”, diz George Plasketes, professor da Universidade de Auburn e autor do livro “Images of Elvis Presley in American Culture -1977-1997” (imagens de Elvis Presley na cultura americana, ainda não editado no Brasil).

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