Num trabalho inusitado, a Polícia Civil está fotografando os túmulos dos cemitérios de Bauru que têm lápides. O objetivo é, assim, coibir furtos de lápides e peças de bronze ou de outros materiais de valores. “Estamos formando um banco de dados de maneira que, se alguma peça do túmulo for furtada e a encontrarmos em um ferro-velho ou em fundição, temos condições de reconhecê-la”, explica o delegado Abel Cortez, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).
De acordo com ele, já foram fotografados cerca de 300 túmulos do Cemitério da Saudade e do Cemitério Cristo Rei. Agora, o serviço será realizado nos demais dois cemitérios municipais – São Benedito e Jardim Redentor. O cadastro, conta o delegado, é uma iniciativa da DIG, mas que conta com colaboração de Nelson Penedo, integrante do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Centro/Sul, que é voluntário, e com parceria da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), que gerencia os cemitérios.
Apesar de estar fazendo o cadastro, o delegado afirma que não há aumento de furtos em cemitérios. “É um cadastro informatizado, com foto dos túmulos e dados da família do morto, inclusive como localizá-los, que servirá para auxiliar policiais da DIG e dos distritos em caso de furtos”, ressalta.